O NATAL CONTINUA MÁGICO
Pode ser que quando meus dois filhos não mais acreditarem no Papai Noel, o Natal fique menos mágico. Mas com um acreditando e outra não, mas fazendo de tudo para proteger o segredo e manter a chama da crença do menor no bom velhinho acesa, está muito divertido. Criou-se uma cumplicidade entre mim, o pai e a Luluca que é deliciosa.
Em segredo ela nos diz o que quer ganhar de presente (e ela ainda quer brinquedo! Ainda bem!). Mas “em público” escreve a cartinha para o Papai Noel e me entrega junto com a cartinha que ajudamos o irmão dela a escrever. Dá aquela piscadela de canto de olho como quem diz: eu sei do nosso segredo, mas vamos manter a crença do meu irmão intacta. Conversa sobre o Papai Noel com o irmão, mas sempre dá um jeitinho de me dar uma olhadinha, como quem diz: "eu sei, eu sei, mas preciso falar assim para ele não desconfiar". Papai Noel vai passar no dia 24 lá em casa, deixar os presentes das crianças e encher a meia da lareira de bombons como tradicionalmente faz. Graças a ajuda da minha filha mais velha e à inocência do meu querido Rodrigo. Por enquanto, nosso Natal continua mágico.
Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h59
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RITUAIS DE PASSAGEM
Entre o final de novembro e meados de dezembro tivemos dois rituais de passagem importantes na escola: a primeira comunhão da Luísa e a cerimônia de passagem da educação infantil para o ensino fundamental do Rodrigo A escola deles é laica, mas oferece às crianças de 10 anos que quiserem, aulas de catecismo para fazerem a primeira comunhão. Eu não sou católica, mas quando a Luísa veio me perguntar o que eu achava, disse que se ela tinha interesse, deveria fazer. Que ouvir e aprender sobre uma religião era um bom caminho para que ela fizesse a escolha que quisesse mais tarde. Ela optou então por participar. A cerimônia foi bonita e simples, numa igreja perto da escola num sábado bem cedo. Depois, os pais organizaram um café da manhã num salão de festas ao lado da igreja. Só pensava na passagem inevitável do tempo, olhando aquelas crianças todas que eu conheço praticamente desde que nasceram, já que a maior parte da turma vem junta desde o berçário. Estão todos mesmo uns mocinhos e mocinhas. Já até confessam seus pecados (Luluca contando da confissão foi divertidíssimo. Disse que repassou suas anotações para ver quais mandamentos ela não obedeceu – o que é a cara da minha filha mesmo – e que confessou que já desrespeitou os pais algumas vezes e já levantou falso testemunho contra as amigas). 
Luluca a caminho da igreja no dia da primeira comunhão
O ritual de passagem da educação infantil para o ensino fundamental do Rodrigo aconteceu na escola mesmo, no começo de dezembro. Eles cantaram; dançaram; mostraram com desenhos em uns cubos grandes que iam empilhando, o que já conquistaram até aqui e o que irão conquistar nos próximos anos; e levaram de lembrança um CD com o portóflio digital com alguns trabalhos do ano que eles escolheram. Foi uma cerimônia bem simples, mas emocionante. Rodrigo tocou tambor. Estava radiante no dia da apresentação e ficava me jogando uns beijinhos discretos de longe. Gesto típico do meu menino carinhoso e beijoqueiro. 
Mural colocado no hall de entrada da escola, no dia da formatura
Tempo passando mesmo! Filhotes cada dia maiores, vivenciando novas etapas da vida. Apesar das saudades da nostalgia que sinto nessas horas, é muito bom acompanhar esse processo.
Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 14h56
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INCONFORMADA E ARGUMENTATIVA, ASSIM É LUÍSA
Esta história já tem um tempinho, mas ela precisa ficar registrada, porque é emblemática. Ilustra com precisão a filha que eu tenho. No último bimestre Luísa tirou nota 6 de música. E ficou indignada. Disse que achava a nota completamente injusta, que outros amigos que tiveram um desempenho pior que o dela (em conteúdo, procedimentos e atitudes, já que a nota da escola deles é a somatória desses três quesitos), tiveram nota superior a 7. E disse: - Pois vou agendar uma reunião com o professor e a nossa coordenadora para ele me explicar a nota. Se eu não ficar convencida com os argumentos dele, ele vai ter de mudar minha nota. Eu ri por dentro na hora. Em meus tempos de escola questionar a nota com o professor era algo impensável (agendar uma reunião então, eram palavras que sequer faziam parte do meu vocabulário). E se por acaso o aluno questionasse, as chances de o professor explicar por que deu a nota ou de alterá-la eram bem próximas de zero. Comentei com ela que achava que o professor não iria nunca mudar a nota dela. Ela perguntou se eu achava que então era melhor ela nem pedir explicações. Disse que não, que se a escola dava essa abertura, que ela deveria pedir sim. Até porque, o máximo que poderia acontecer é a nota não mudar e ela ficar sabendo porque tirou 6. Ela ficou pensativa, mas conhecendo a figura, tive certeza de que ela iria falar e refalar com o pobre professor de música até que ele explicasse muito direitinho o que aconteceu. Dito e feito. Ela “convocou” a reunião, chamou o professor numa aula que terminava mais cedo para “reconversar” sobre os argumentos que ele apresentou, mostrando que colegas com desempenho semelhante tiveram nota maior. E tanto fez, tanto falou e refalou, que a nota de música que figura agora no boletim dela é um 7. É claro que isso só foi possível porque minha filha estuda num tipo de escola bem diferente da que eu estudei. Que abre espaço para a discussão e o diálogo e que não tem medo de alterar a nota de um aluno, se achar que efetivamente cometeu um erro. Uma escola fruto de um mundo diferente, onde crianças são ouvidas.
Mas também só é possível porque estamos falando da Luísa. Que não se conforma com uma resposta diferente da que esperava e que não sossega enquanto não for convencida da argumentação do outro ou, preferivelmente, enquanto não convencer o outro da sua argumentação.
Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 17h37
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ENTÃO O DIA CHEGA... Essa semana fui trabalhar usando uma echarpe florida azul linda...que eu peguei emprestada da minha filha. Eu achava que esse dia nunca chegaria. Que mãe e filha compartilharem coisas (roupas, sapatos, perfumes, echarpes) era algo para eu fazer com a minha mãe! E cá estou, pegando echarpe emprestada da filha! Logo estarei emprestando. Daqui a pouco, meus sapatos ficarão apertados nos seus pezinhos que não param de crescer. Adoro a fase atual da Luluca. Os pensamentos são mais elaborados, ela expressa suas opiniões sobre as coisas, as perguntas são mais complexas e interessantes e as explicações são mais fáceis de dar (os temas às vezes são mais difíceis, mas não há tanta necessidade de buscar palavras e ideias simples). Mas constatar que o tempo está passando não é fácil. Mesmo gostando de vê-la crescer.
Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 18h13
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A MÃE QUE ADORAVA LIVROS
Nunca tinha parado para pensar em como eu gostaria de ser lembrada pelos meus filhos. Até que na semana retrasada, como parte das atividades da semana de leituras da escola das crianças, Luísa teve um encontro com o autor do livro que eles estavam trabalhando nos projetos de português e artes plásticas. Ela foi sorteada para dar boas-vindas ao escritor Reginaldo Prandi e contar a ele que trabalhos eles tinham feito a partir da leitura do livro "Minha querida assombração". Depois fez uma das perguntas previstas na entrevista que as crianças fizeram com ele. Ao final, todos ganharam o autógrafo do Reginaldo em seus livros. Ao pedir o seu, Luísa disse que gostaria que ele autografasse o livro também para a sua mãe, pois ela gosta muito de ler e iria adorar a surpresa. Coincidentemente , no feriado de finados Rodrigo cantava lá uma musiquinha inventada, enquanto reclamávamos do frio cortante da rua, e solta o seguinte verso no meio da canção: - Minha mãe adora livros, está sempre com um livro na mão. Está aí uma boa forma de ser lembrada pelos meus filhos. Uma pessoa que adorava livros.
Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h23
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HALLOWEN
No dia 31 os dois puseram suas fantasias e foram repetir o famoso bordão “gostosuras ou travessuras” para os vizinhos do prédio. Luísa me perguntou se não era muito infantil ir fazer isso. Eu disse que não, que a grande vantagem de ser uma criança mais velha era poder fazer tudo o que os mais novos fazem (brincar de boneca, fantasiar-se, pedir doces no Hallowen) e ao mesmo tempo poder fazer algumas coisas que só as crianças mais velhas podiam. Ela pensou, pensou e disse: -É...E qualquer coisa eu sempre posso dizer que estou apenas acompanhando o meu irmão mais novo! Rodrigo estava eufórico. Cheguei em casa da sessão semanal da fonoaudióloga com a Luísa e ele já estava devidamente fantasiado à espera da irmã para sair. Meu marido estava apreensivo. Como não avisamos ninguém no prédio, ele temia que ninguém abrisse a porta para eles, já que campainha tocando sem o aviso prévio do porteiro ao interfone é algo bastante incomum nos prédios das grandes cidades. Eu dei o maior apoio, porque apesar de achar o saci pererê super bacana e adorar uma lenda brasileira, gosto da ideia das crianças conhecerem e absorverem tradições de outros países também. Até comprei um chapéu de bruxa para a Luísa. Os dois se divertiram, encontraram vizinhos amáveis e atenciosos e voltaram todos felizes com suas gostosuras. Ganharam até chocolates Lindt! 

Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h31
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A DIFÍCIL ARTE DE NÃO SER ESCOLHIDA
Quando as crianças vão crescendo, começam a estabelecer preferências em relação às amizades. Não que eles não tenham preferências quando são pequenos. Existe aquele amigo com quem a criança sempre estabelece parceria. Mas quando são menores, eles se misturam mais, brincam mais em turma e aos pares, independentemente de quem for o par. Mudar de turma nunca é um grande drama para crianças de 3 ou 5 anos. Agora ela tem um grupinho de melhores amigas e não tem muito contato com algumas meninas. Não há empatia, pensam de forma diferente, não gostam das mesmas coisas. Não importa muito a razão. Mas e quando os outros não gostam dela? Não querem ser seus amigos? Não a convidam para as festinhas de aniversário? Sim, porque as festas de aniversário nessa fase não são mais comemorações em buffets infantis onde os pais convidam toda a turma. São comemorações menores, onde o aniversariante convida apenas os amigos mais chegados. É divertido ver (não sei se a melhor palavra é essa, porque ver filho sofrendo genuinamente nunca é muito divertido) como é muito fácil para ela escolher seus amigos e como é difícil ser escolhida, ou, no caso, não ser escolhida. Dia desses Luísa me perguntou se eu havia recebido por email o convite para uma festa de aniversário de uma menina que saiu da escola. E ficou indignada ao perceber que não tinha sido convidada. Detalhe: além de não estudar mais na escola, a menina nunca foi amiga da Luísa. A irmã dela estudou na classe do Rodrigo e, nas inúmeras festinhas dos irmãos a que as duas compareceram, nunca conversaram ou brincaram juntas. Eu acharia estranho se ela tivesse sido convidada. - Mas mãe, ela convidou Fulana e Beltrana, que também não eram amigas dela. Por que ela convidou essas meninas e não me convidou? - Mas filha, você convidou essa menina para a sua festa do pijama no ano passado? -Não. Mas eu só convidei minhas melhores amigas. E ela convidou meninas tão pouco amigas dela quanto eu. Eu queria ter sido convidada! Ela provavelmente ia com a cara dessas meninas e não ia com a sua. Seria muito legal se fôssemos amados e adorados por todos, mas isso nunca ocorrerá em nossas vidas. Algumas pessoas gostam de nós e outras não. E elas possuem esse direito. Não seremos mesmo convidados para todas as festas. Por mais que discordemos dos critérios de quem escolhe. Por mais que achemos que somos tão legais ou tão amigos quanto os escolhidos.
Escrito por Denise às 13h51
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SABER CONTAR FAZ TODA DIFERENÇA
Rodrigo adora livros, coisa que me dexa muito feliz. A bibliotecária da escola já veio inclusive conversar comigo sobre como ele gosta deles e das histórias que ela conta. Ultimamente quando ele gosta de uma história que ouve por lá, pede para ela anotar o título do livro num papelzinho. Traz o papel para casa e começa a pedir para eu comprar o livro. E não adianta falar que não tive tempo de passar numa livraria. Ele tem a resposta na ponta da língua: "Mamãe, compra na internet!"(ah, essas crianças espertas da era digital! Ficou bem mais difícil para as mães enganá-las). O pedido mais recente foi duplo: "A Galinha Ruiva" recontado por Elza Fiuza e ilustrado por Leninha Lacerda; e "A Galinha Xadrez" escrito e ilustrado por Rogério Trezza. Os dois livros contam a mesma história. De uma galinha que tinha dois amigos: um pato e um porco (na versão de Rogério Trezza tem também um rato divertidíssimo). Pede a ajuda deles para semear, regar, colher e debulhar o milho; e também para fazer o bolo. Eles se negam a ajudar, mas aparecem para comer o bolo. No final, aprendem a lição de que devem ajudar os amigos. Mas enquanto o primeiro livro é um tanto quanto burocrático, o segundo é divertidíssimo! "A Galinha Ruiva" conta a história em estrofes de quatro versos e usa de um recurso que crianças pequenas costumam gostar bastante, que é a repetição de um bordão (Está certo, está certo! Muito bem! Deixem que eu faço sozinha...), mas que é meio chato para quem conta a história. As ilustrações são bonitinhas, mas não empolgam muito. "A Galinha Xadrez" em compensação é uma delícia. As ilustrações são ótimas, construídas com abas. O desenho da frente é complementado pelo que está atrás da aba. O texto também é rimado, mas é leve, cheio de humor. "Seu porco me ajuda a lavar prato? Agoranumposso! Estou lavando o sovaco!" Eu não conhecia nenhum dos dois livros, e comprei os dois. E aprendi que uma história contada com humor e leveza é tão mais divertida, que parece até outra.
Categoria: Olha só o que eu achei do livro
Escrito por Denise às 22h17
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MARCAS DE 2011
Decorações natalinas começam a surgir aqui e ali, fazendo eu me lembrar que o ano já está chegando ao fim. E que eu preciso retomar o hábito de escrever cotidianamente, porque ando deixando passar um monte de macaquices que queria registrar. Hoje fui ler alguns posts antigos, procurando dicas de viagem e me deu muita vontade de retomar meus relatos diários sobre as crianças.
Vou começar reproduzindo uma fala recente da Luísa: 2011 foi um ano muito marcante para mim. Fiz minha primeira viagem internacional e conheci a Disney; fui ao meu primeiro estudo do meio na escola; fiquei de recuperação pela primeira vez;e fui ao meu primeiro grande show (Justin Bieber). Nossa foi um ano em que fiz muita coisa!
Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 20h56
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EXPRESSÕES QUE NÃO PODEM SER USADAS COM CRIANÇAS
- Ai Luísa, pode parar de ficar repetindo a mesma coisa mil vezes. Parece disco riscado! - ??????? A cara de interrogação dela foi divertidíssima. Foi incapaz de entender a comparação, porque não conseguia formar a imagem mental de “disco riscado”. Isso não existe na memória da menina. E eu me dei conta que essa expressão não tem como ser atualizada. Não há como a frase de uma música ficar sendo repetida ad infinitum num CD ou numa versão digital. Isso é figura de linguagem para quem conviveu com vitrola, aparelho que minha filha nunca viu na vida.
Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 12h51
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KANGURU BABY
Vou fazer um parênteses aqui para fazer propaganda da nova empreitada de uma amiga muito querida. É um meio parênteses na verdade, porque nossa ligação tem muito a ver com a maternidade e com esse blog também. Apesar de eu me identificar muito com ela e de termos frequentado o mesmo bairro e as mesmas escolas, fomos nos conhecer apenas depois de nos encontrarmos virtualmente no livro de visitas do blog Mothern, que foi a inspiração original para eu começar a escrever sobre minhas peripécias com a minha macacada. Nós acabamos nos encontrando presencialmente, ficamos ainda mais amigas. Nossos filhos (ela tem um menino que vai completar 7 anos) também ficaram amigos e estão sempre brincando juntos nos nossos encontros.
Além de uma pessoa muito especial, ela é uma empresária nata, com muito bom gosto e super antenada com as novidades. Vive os mesmos dilemas de boa parte das mulheres que têm filhos pequenos em conciliar suas carreiras e a maternidade em um momento em que as crianças exigem grande atenção e dedicação. Por conta disso, acaba de abrir uma loja eletrônica com aquelas coisinhas bacanas, interessantes, descoladas e que a gente não acha em qualquer lugar para nossos filhotes. Vale a pena conhecer a Kanguru Baby. Há sugestões muito legais para presentear filhos, filhos de amigos e sobrinhos. Eu serei cliente fiel certamente.
Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h38
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SÍMBOLOS DO CRESCIMENTO
A convivência diária e o carinho especial que temos com eles fazem com que o crescimento diário dos nossos filhos muitas vezes não seja observado. Eles estão crescendo a cada momento, mas é como se só de vez em quando nos déssemos conta disso. Quando começam a andar, quando aprendem a ler, quando cai o primeiro dente. Símbolos de que o tempo está passado e eles estão crescendo. É como se, de repente, parecesse que eles creceram um tantão e nós nem percebemos. Ontem me dei conta que Luísa já pode andar de carro comigo no banco da frente. Segundo a legislação atual de trânsito, é proibido que crianças de menos de 10 anos completos sejam acomodadas no banco da frente. 10 anos completos! Ela já tem essa idade desde o começo de junho. E só agora, três meses depois, me dei conta disso. Contei a novidade para ela (confesso que pensei em nem contar, para evitar um irmão menor mal humorado sozinho lá atrás) e ela já voltou da escola devidamente acomodada ao meu lado no banco da frente. Toda feliz. Dizendo que o mundo parecia diferente com ela naquela posição. O mundo também parecia diferente para mim. Olhando-a de soslaio. Ao meu lado. Uma mocinha. É, eles crescem...
Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 12h37
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FÉ E ALFABETIZAÇÃO
Já estou passando pelo processo de alfabetização pela segunda vez. Sem dúvida é bem mais fácil, dado que tenho um exemplo bem sucedido para comparar. Mas a alfabetização como é ensinada na escola das crianças hoje, requer das pessoas que aprenderam a ler usando cartilhas e famílias silábicas muita fé. Eles terão um maior vocabulário, de repente dá um “clique” e eles começam a escrever tudo e temos a impressão de que a alfabetização se deu em um processo muito mais natural do que aquele que vivenciamos. Mas quando seu filho chega em casa dizendo: - Mamãe eu já sei escrever nhoque, quer ver? - Quero sim filho. - I O Q. Viu? Inhóque! É necessário renovar a fé no processo.
Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 12h48
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6 ANOS DELICIOSOS JUNTOS
Rodrigo completa 6 aninhos hoje. Pode parecer bobagem, mas em dia de aniversário de filho eu me sinto meio dona da festa também. Com uma sensação de que "fui eu quem fez". Que não é de todo falsa. Fui eu quem pariu, amamentou, levou ao médico, deu remédio, colo e carinho nos momentos de necessidade. Sou eu uma das únicas pessoas que enxerga as milhares de qualidades e que, vendo os defeitos, tenta canalizá-los para que não se tornem algo prejudicial à formação do seu caráter. Mas a verdade é que o dia é dele. Ele é o responsável em absorver o que dizemos e ensinamos. E se ele é um menino doce, tranquilo, companheiro e tido pelos professores como um elemento agregador da turma, sempre muito envolvido com todos e com todas as atividades, assim o é por seus próprios méritos e por sua personalidade. O que eu mais desejo no dia de hoje? Que ele continue assim. Que aprenda a ser forte, a correr atrás do seu destino e seja um menino menos manhoso, mas que não perca a ternura, o bom humor, o sorriso sempre estampado no rosto. Que não deixe de ser carinhoso e que continue me beijando em público em todos os demais anos da sua vida. Que faça boas escolhas na vida, que o deixem satisfeito. Que seja um bom cidadão e que possa dizer-se uma pessoa feliz na maior parte do tempo. Que tenha muita saúde. Feliz aniversário, meu menino adorado!
Categoria: Coisas de Gogô
Escrito por Denise às 23h05
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PROGRAMA DE MENINAS
Sábado à noite fomos eu e Luísa assistir a estreia da nova coreografia do Grupo Corpo. Originalmente eu ia com o maridão. Mas ao saber, Luluca comentou que a professora de ballet tinha falado muito desse espetáculo, que fala do mar, e que ela tinha ficado com muita vontade de ir. O pai acabou cedendo o ingresso dele para ela e fomos nós duas. Adoro ballet, tanto clássico quanto contemporâneo. E o Grupo Corpo é a minha companhia de dança brasileira favorita. Costumo vê-los todo ano. Mas Luluca nunca tinha ido a um espetáculo de dança contemporânea. Só tinha visto Quebra-nozes e A Bela Adormecida, ambos clássicos. De um lado houve a novidade de fazer um programa noturno com a mãe. Senti ela bem feliz e eufórica. Do outro, o espetáculo em si, que ela também adorou. Ao terminar o primeiro ato, suas palavras foram: - Nossa, adorei! A sincronia deles é perfeita. É muito legal! Foi um programa de meninas bem bacana para mim também. Na medida em que ela vai crescendo, vou percebendo que vou ganhando uma companheira de passeios e conversas, numa relação muito parecida com a que tive com minha mãe. E é bom demais ter mais alguém com quem compartilhar a vida.
Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 13h29
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