Blog da Macacada


 
 

Uma nova fase

Eis que chegou o tempo. Sempre foram amigos. E algumas vezes, em certas fases poucas e  em outras muitas, inimigos também. Brincavam e brigavam juntos. Ou melhor brincam e brigam juntos.

Nada disso mudou.

Mas de repente surgiu entre eles aquela cumplicidade típica dos irmãos. Das piadas próprias que só os dois entendem, das confidências que trocam à noite no quarto antes de dormir, dos apelidos divertidos que só eles conhecem, da sensação mútua de estarem sendo injustiçados pelos pais, pelos professores, por todos os adultos do mundo. 

Não sei se é porque já são maiores ou se porque a diferença de idade entre eles, de 4 anos, pesa menos agora.

Sei que esse olhar de cumplicidade que surgiu e esse jeito carinhoso que um passou a ter com o outro, dão uma sensação boa demais. Sensação de que o dever está sendo cumprido e de que eles sempre terão um ao outro. 

 



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 16h30
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

É NATAL OUTRA VEZ

Quando dezembro se aproxima a gente percebe que o ano voou e que chegou a hora de enfeitar a casa novamente, renovar os desejos de que coisas boas aconteçam, comemorar mais um aniversário do menino Jesus e esperar o bom velhinho chegar.

Nesse final de semana já deixei tudo pronto em casa. Árvore montada, presépios, calendário do avento, guirlanda na porta e luzinhas na varanda.

Acho que é o último ano em que Rodrigo realmente acha que Papai Noel desce pela chaminé da lareira da sala e deixa um presente para ele. Na verdade, desconfio que ele inclusive já esteja na fase de "não acreditar acreditando". Mas como ele ainda fala que acredita, nós mantemos a magia viva e continuamos deixando o Papai Noel trazer o presente dele.

Ontem ele escreveu a cartinha. Pediu um skate sem os acessórios (capacete, joelheiras e cotoveleiras, que serão dadas pelos avós e tios). Não assinou a carta porque ia colocar um "de...para" fechando a carta e aí o Papai Noel saberá de quem é; e não falou que foi bonzinho durante o ano porque "o Papai Noel está cansado de saber disso".

Luísa, que não acredita mais, não fez carta (disse para o irmão que vai fazer depois), mas vai pedir créditos no itunes para comprar músicas (achei de uma modernidade ímpar).

Que venha o bom velhinho!

 



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

ASSIM FICA DIFÍCIL

Rodrigo perdeu um dente de baixo. Perdeu não, eu dei um puxão, não saiu da hora, mas amoleceu o suficiente para cair na escola no dia seguinte. Eu sou a "tiradentes" oficial lá de casa. Adoro arrancar um dente mole. Tenho toda uma técnica desenvolvida na família e aplicada em mim quando criança. Um cotonete embebido em uísque faz às vezes de anestesia local (dizem inclusive que eles gostam que eu arranque só por conta do uísque. Eu adorava aquela sensação de dormência quando era pequena), um lencinho de papel ajuda a mão a não escorregar, um puxãozinho e pronto.

Dente caído na mão, é hora de chamar a fada do dente. Mas como fazer quando a criança esquece de avisar os pais que deixou o dente pra fada embaixo do travesseiro?

Pois é, Rodrigo deixou o dente no domingo para a fada do dente e esqueceu de avisar os adultos da casa.

Conclusão: menino chateado logo na segunda de manhã, porque a fada não quis saber do dente dele.

Resposta pronta do pai criativo: - Então filho, é que a fada do dente folga aos domingos. Deve ter sido isso. Deixe o dente hoje novamente, que você vai ver que ela aparecerá.

Assim que entrou no carro, quando fui buscá-lo na escola, ele me contou que a fada não tinha pego o dente dele porque era domingo e era o dia de folga dela. Que ele ia deixar o dente hoje de novo para a fada, que ele achava que na segunda ela trabalhava.

Dito e feito. A fada foi trabalhar na segunda-feira e deixou o dinheirinho direitinho embaixo do travesseiro. 



Categoria: Coisas de Gogô
Escrito por Denise às 12h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

CRIANÇA, ATÉ QUANDO?

No último sábado fui comprar o presente de dia das crianças para a Luísa com ela. Eu queria dar um estojo novo para ela e fomos juntas na loja para que ela pudesse escolher.

No meio do passeio falei para ela: -Acho que esse vai ser seu último presente de dia das crianças né?

E ela, que sempre tem uma boa resposta na ponta da língua: -Enquanto eu não ficar "naqueles dias", vou continuar sendo criança e ganhando presente.

Achei o critério justo.



Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 20h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

FINAL DE SEMANA DE MENINAS

Uma das coisas mais complicadas quando se tem mais de um filho é conseguir dividir o seu tempo entre eles. Há muitos momentos em que programas em família são possíveis, mas há as necessidades específicas de cada um e, quando a fase em que eles estão não é a mesma como é o meu caso, programas em que apenas um quer ou pode participar.

Esse final de semana foi tipicamente um em que eu e meu marido acabamos nos dividindo. No sábado ele levou o Rodrigo numa pré-estreia de um novo desenho do Ben 10. Era uma sessão de cinema com os bonecos do Ben 10, brinde e filminho. Luísa certamente não iria. Ela foi comigo a um encontro de ex-alunos que tive na escola onde fiz o ensino médio. Rodrigo encontrou um amiguinho no evento e foi dormir na casa dele. Nós duas fizemos uma sessão de cinema em casa com Charles Chaplin e  O Grande Ditador, que é um filme que não interessaria o Rodrigo.

No domingo, aproveitei que só a Lu estava em casa e fomos ver a exposição sobre o impressionismo em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. Encaramos 3 horas na fila, coisa que acho que o Rodrigo não teria topado. E depois da exposição almoçamos no Café Girondino, um restaurante antigo no Centro. Ao invés de procurar menu infantil no cardápio, eu e ela dividimos o prato e a sobremesa.

Foi um final de semana com muito carinho e muito bate papo entre mãe e filha. Eu me senti muito feliz por ver que ela está crescendo e que conseguimos conquistar juntas uma cumplicidade e uma vontade de estarmos em companhia uma da outra. E que ter filhos maiores pode ser tão divertido quanto rir das gracinhas dos pequenos.



Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 12h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

MOCINHA, MOCINHA

Eles crescem com uma rapidez muito maior que aquela que sequer sonhamos em imaginar.

No sábado do final de semana da festa do Rodrigo, levei a Lu para cortar o cabelo. Ela está deixando a franja crescer e tem ido mais para cortar "micropontas" do que para dar grandes tosadas. 

Provavelmente pelas transformações hormonais típicas da idade, seu cabelo mudou muito. De muito liso, passou a um ondulado que para alisar tem de arrumar e para cachear também tem de arrumar. Conclusão: como ela não arruma, vive descabelada. De tiara, para segurar a franja que cresce, e descabelada.

Aí depois de cortar o cabelo, a Rô, nossa hair stylist (acho essa expressão muito chic), fez uma escova. Deixou ele liso em cima e cacheado nas pontas. Ficou lindo demais! Foi a segunda vez que ela escovou daquele jeito. Ela amou e saiu de lá toda toda, com aquela sensação de sentir-se deslumbrante que um bom cabelereiro faz por você vez em quando.

E foi dormir na casa da avó, que no domingo teríamos a festa do irmão. Nervosa porque o cabelo iria desmanchar até o dia seguinte. Mandei na mala dela um baby liss e falei para ela pedir para a avó dar uma ajeitada no dia seguinte, para a escova durar.

Minha mãe contou que à noite, antes de dormir, ela rezou assim: - Papai do céu, faça com que meu cabelo acorde bom amanhã!

Quantas vezes nós mulheres não pedimos aos céus para que o cabelo acorde bom no dia seguinte? Luluca definitivamente está entrando pro nosso time.



Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 13h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

A FESTA SURPRESA

Minha mãe levou o Rô e a Lu para a casa dela no sábado à tarde. A desculpa era a de que nós iríamos sair à noite. Como isso já aconteceu inúmeras outras vezes, não tivemos grandes problemas com a desculpa. Luísa também sabia da farsa e nos ajudou a fazer a surpresa.

Aproveitei a tarde para separar e arrumar as coisinhas lindas que a Angélica fez. Encher as latinhas com mini M&Ms, separar as outras coisas e já ir pensando em como eu iria arrumar a mesa. O tema da festa, Indiana Jones, não era muito fácil, mas as coisinhas ficaram lindas!

Domingo eu acordei parecendo criança, numa ansiedade só. Com medo do buffet furar, dos amigos não comparecerem, de não conseguir arrumar a mesa direito.

Mas nada disso aconteceu. A mesa ficou linda, o buffet chegou antes, com tempo suficiente para arrumar o salão de festas do prédio, e os amigos queridos chegaram todos na hora.

Eu estava doida pro Rô chegar logo. Ligo na minha mãe e ninguém atende. Celulares na caixa postal. Onde eles se enfiaram com o aniversariante? Ligo novamente e descubro que estavam no carro, a caminho de casa. Depois de uns 20 minutos chegaram.

Todo mundo preparado esperando.

Ele entra na recepção do prédio e a Luísa fala: -Olha, acho que está tendo festa no salão de festas! E traz ele para a porta. Todo mundo grita: -Surpreeeeeesa! – e engata um “Parabéns a você”.

A carinha dele foi algo. Ficou visivelmente surpreso e emocionado. Deu para perceber que estava com vontade de chorar (eu também estava). Mas se segurou, fingiu uma coceirinha no olho e pronto. Adorou a decoração, adorou encontrar os amigos; e brincou e se divertiu como todo aniversariante de 7 anos.

Foi uma festa simples, com familiares e amigos mais chegados. Mas foi uma festa inesquecível para mim, Rô, Lu e Alê. Queria agradecer imensamente aos amigos que vieram e nos ajudaram na surpresa. Muito obrigada pelo carinho!

E para quem estiver pensando em fazer uma festa em casa, recomendo a Turma do Pererê. Contratei barraquinhas (de bebidas, de pão de queijo e pizza, de cachorro quente e de mini hambúrguer), balões, bolo, docinhos e recreação. A comida estava ótima e a recreação funcionou super bem.



Categoria: Coisas de Gogô
Escrito por Denise às 12h16
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

MEUS 7 ANOS

Ontem chegou o dia. Rodrigo completou 7 anos. E eu completei 7 anos como mãe de dois e como mãe de menino.

Ser mãe de dois é gostoso, ainda que enlouquecedor em vários momentos. Ganhar carinho em dobro é ótimo, mas dividir atenção é sempre um desafio. Fiquei muito feliz quando conversava com a Luísa outro dia, e ela me disse que muitas amigas dela reclamavam que a mãe só dava atenção para o irmão, mas que ela não sentia isso. Que ela inclusive me admirava por eu conseguir equilibrar tão bem e dar a atenção necessária a cada um no momento certo. Não faço nada especial ou diferente e acho que se isso é verdade, é fruto de decisões inconscientes. O que pode ajudar é que tem muito tempo que não tenho predileção por nenhum deles. Tive muitos momentos em que eu queria ficar longe da Luísa, do seu jeito contestador e desafiador, e perto apenas do Rodrigo, que sempre foi carinhoso, tranquilo e obediente. Mas hoje, aprendi a conviver com os jeitos diferentes e gosto muito de estar com os dois. E até pelas idades diferentes, é comum eu fazer programas só com um ou só com outro vez em quando.

Ter dois se juntando contra você, ter o terceiro ser por perto é terrível. Mas poder ver duas pessoas crescendo e se desenvolvendo de formas diferentes, apesar de serem frutos de um mesmo ambiente familiar; e poder ver crescer o amor entre os irmãos é extremamente compensador.

Ser mãe de menino é algo que eu adoro. Não tenho nenhuma contra indicação para fazer. Se eu ficasse grávida novamente iria desejar muito outro menino. Adoro o universo masculino, suas brincadeiras, sua lógica tão mais simples...E adoro ser admirada e amada por um filho menino. Sim, freud explica. Mas o olhar e o carinho que o Rodrigo tem para mim são únicos.

Em tempo. A comemoração de ontem foi só entre a gente. Bolo de cenoura da padaria, como ele mesmo tinha pedido, e parabéns em casa mesmo. E finalmente ele ganhou de presente o jogo de xadrez do Mario Bros que ele tanto queria. Agora é esperar para ver a carinha dele no domingo, quando chegar na festa surpresa.

 

 



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h29
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

CONTAGEM REGRESSIVA

Rodrigo está eufórico esperando o aniversário de 7 anos. Colocamos os dias que faltavam na lousa para ele ir apagando.

Isso porque ele nem imagina (assim acho eu) que ele vai comemorar com uma festa.

No Carnaval desse ano, estávamos na casa de praia de uma amiga querida e ela organizou com as crianças uma festinha de aniversário surpresa para mim. O menino gostou tanto que disse: -Mãe, nesse ano não, porque senão eu vou saber, mas no ano que vem você faz uma festa surpresa para mim?

E como o intuito da festa surpresa é surpreender o aniversariante, resolvi fazer esse ano. Não vai ser nada grandioso. É uma festinha, no salão de festas do meu prédio, apenas para os amigos mais chegados e três amiguinhos da escola que ele sempre aponta na lista dos "melhores amigos". Mas acho que ele vai adorar.

Eu estou adorando organizar, apesar de já ter dado alguns foras e de não ser nada fácil de manter a surpresa.

Depois conto como foi.

Uma vantagem eu já descobri. Eu tenho sempre medo das minhas festas serem um fracasso e ninguém aparecer. Nesse caso, mesmo se apenas os avós e tios estiverem presentes, só pela surpresa, será sucesso garantido.

 



Categoria: Coisas de Gogô
Escrito por Denise às 18h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

SUSTO NO PARQUINHO

Há três semanas resolvemos conhecer a praça que foi construída onde caiu o avião da Tam, em frente ao aeroporto de Congonhas. Fomos a pé, apesar da caminhada longa, para aproveitar a manhã de domingo ensolarado.

A praça, ou memorial como acho que é até mais adequado chamar, tem um espaço grande de concreto e alguns brinquedos. Dois tipos de brinquedo na verdade. Um trepa trepa e um gira gira. Mas não são brinquedos comuns. Foram projetados por arquitetos e executados por engenheiros metidos a moderninhos.

O gira gira fica no nível do solo. Alguém de fora gira e ajuda a criança, que fica em pé, segurando-se num corrimão.

Rodrigo estava lá girando até que resolveu "brecar" e sair do brinquedo. Que mal projetado, tem um espaço entre o círculo que gira e o concreto super estreito. Desfecho: o pé do Rodrigo ficou preso entre a roda e o concreto te tal forma que foram preciso três pessoas para conseguir soltá-lo. Da metade do pé até os dedos formaram-se vários hematomas, um inchaço enorme e uma fratura no osso que liga um dos dedos ao peito do pé.

Detalhe sórdido: depois que o Rodrigo se machucou, o guarda que tomava conta do local veio me falar que ele era a oitava criança a se machucar ali. O lugar foi inaugurado cinco dias antes, e nesse curto período 8 crianças se machucaram no brinquedo! E além do brinquedo não ter sido interditado, o guarda, negligente ou incompetente, não resolveu utilizar o seu precioso tempo para avisar os pais que chegavam do risco que as crianças que utilizavam o brinquedo corriam. O meu filho não estava usando o brinquedo de forma inadequada ou perigosa. Fez o que qualquer outra criança faria. E em nenhum momento fomos avisados que outros já tinham se machucado ali antes.

Nem preciso dizer que ele chorou muito e que passou muita dor. Levamos correndo para o hospital. Ficou a primeira semana em casa, imóvel sem conseguir colocar o pé no chão. Foi dar seus primeiros passinhos apenas na metade da semana seguinte. Agora está com uma bota imobilizadora já de volta à escola. Mas provavelmente só volta à vida "quase normal", como ele mesmo diz, um mês depois do acidente.

Eu senti o que toda mãe sente nessas horas. A sensação de que os segundos parecem intermináveis enquanto consolava o menino e tentava esconder a minha cara de pavor (por sorte eu sou bem tranquila e tenho muito senso prático nesses momentos). Um fundinho de culpa, por ter sido a idealizadora do passeio (mesmo sabendo que acidentes acontecem em todo lugar, e que não foi culpa nossa e nem dele, é inevitável pensar que poderíamos ter ficado em casa e evitado o acidente). E alívio quando constatei que tinha sido grave, mas que ele não teria maiores sequelas.

Ciente de que o que aconteceu não foi uma fatalidade, mas negligência do setor público (que não fiscalizou e não interditou o brinquedo), escrevi para os jornais, avisei os amigos nas redes sociais e dei entrevista para o rádio (e deixo aqui o agradecimento à amiga que me ajudou a divulgar para a rádio o que tinha acontecido). Segundo notícia publicada no jornal Metro, o brinquedo foi consertado. Não pretendo voltar tão cedo ao local para conferir, mas realmente espero que nenhuma criança se machuque naquele lugar. Acho que ele já tem tragédias suficientes em sua história.



Categoria: Coisas de Gogô
Escrito por Denise às 14h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

CONHECENDO A NEVE

Aproveitamos as férias escolares e levamos as crianças para conhecerem a neve (e eu aproveitei a oportunidade para fazer o mesmo). Fomos para Santiago, no Chile. Como era nosso primeiro contato, não quisemos passar vários dias numa estação de esqui. Fiquei com medo de que todos achassem o programa chato e não tinha a menor ideia se as crianças e nós curtiríamos esquiar. Optamos por conhecer Santiago e ir um ou dois dias, conforme o ritmo da viagem ditasse, para as montanhas para brincar na neve. As crianças amaram a neve, mas ainda acho que o roteiro como um todo foi bem divertido e que ter ido para Santiago foi uma boa escolha. Peguei várias dicas no blog do Ric Freire e também no blog da Cinthia.

Pela segunda vez (a primeira foi numa viagem a NY que fiz só em companhia do maridão no final de abril) fiz um roteiro de viagem, com os passeios que faríamos dia a dia. Gostei muito e funcionou muito bem. Acho que se você não levar o roteiro ao pé da letra, não encará-lo como algo rígido, que não pode ser mudado, ele ajuda muito no planejamento da viagem. No nosso caso, acabamos seguindo o roteiro direitinho, não mudamos nada.

Ficamos 6 dias em Santiago. Chegamos numa quarta-feira e fomos embora na terça-feira da semana seguinte. Se for possível, o ideal é se programar para não estar em Santiago na segunda-feira, porque todos os museus estão fechados nesse dia, inclusive as casas do Pablo Neruda fora da cidade. Para esse dia o melhor mesmo é ir para uma estação de esqui. Mas como chegamos na quarta-feira, eu não consegui conter os ânimos da criançada e deixar para conhecer a neve no último dia antes de virmos embora.

Vou fazer uma descrição de cada dia, e assim já vou dando as dicas que colhi e o que mais funcionou conosco. De forma geral adoramos a cidade e os passeios que fizemos no entorno. E eu me surpreendi com as crianças. Eles realmente estão se transformando em companheiros de viagem muito legais. Toparam todos os programas, não ficaram entediados em nenhum, andaram muito, encararam metrô e rodoviária lotada numa boa e brigaram muito pouco. E os dois curtiram muito a coisa da viagem internacional, de conviverem com outra língua e outros costumes. Acho que eles se sentiram mais viajantes dessa vez do que na Disney.

O voo foi bem tranquilo tanto na ida quanto na volta. São 4 horas de São Paulo a Santiago. Voamos com a Lan e não tivemos nenhum problema. Como a dupla já é grandinha, não tenho mais que entreter ninguém e nem levar brinquedos e que tais. Ficamos hospedados no Holiday Inn Express. Fiz a reserva através da Hoteis.com. O quarto do hotel era bastante confortável e achei bem localizado. Próximo a dois shoppings, a umas quatro ou cinco quadras de uma estação do metrô e com um bom café da manhã. Recomendo. O único senão é que não tinha serviço de quarto. Não nos atrapalhou, mas pedir comida no quarto pode ser uma boa para quem viaja com crianças.

Com exceção da visita à vinícola Matetic e à Isla Negra, que foram combinadas num passeio guiado que eu reservei daqui com a Enotour, fizemos todos os demais passeios por nossa conta. Usamos metrô e ônibus intermunicipal e foi tudo bem tranquilo. Talvez em Valparaíso e Viña del Mar tivesse sido interessante comprarmos um passeio guiado. Ficamos meio perdidinhos uma boa parte do tempo, mas nada muito grave também.

Estava bem frio, mas as roupas que levamos daqui deram conta. Comprei blusas de fleece, cachecol, gorro e luvas para as crianças. Isso mais os seus casacos funcionaram bem. Para a neve, alugamos as roupas. Como o passeio teve a duração de um dia só, achei que não fazia sentido comprar. Para quem for ficar vários dias numa estação de esqui, talvez compense.

Primeiro dia: para nos aclimatarmos, escolhemos passear por Santiago na quinta-feira. Depois de localizarmos a estação de metrô mais próxima e acharmos o caminho, fomos ao Cerro San Cristóbal. Conhecemos o zoológico e subimos no funicular até o topo, para vermos a vista da cidade e da Cordilheira dos Andes. Estava muito frio nesse dia. Mesmo com luvas, gorro e blusa térmica, as crianças penaram um pouquinho, embora tenham gostado do passeio. Depois descemos e almoçamos no Pátio Bellavista, que é uma galeria com vários restaurantes e lojas de artesanato. De lá fomos visitar a casa do Pablo Neruda em Santiago. A casa museu chama-se La Chascona, que significa “a descabelada” que era como Neruda chamava a amante e última companheira de sua vida, Matilde. A visita é guiada e feita em pequenos grupos. Pegamos um guia muito bacana. Conhecer as casas do Pablo Neruda é um esporte popular no Chile. Nós visitamos todas elas. Como Neruda era um sujeito boêmio e grande colecionador e o passeio envolve conhecer uma casa, as crianças curtiram bem. Ficaram interessadas, olharam tudo e comentaram depois. De lá eles quiseram tentar ir no Museu da Moda, mas quando chegamos lá estava fechado. Acabamos pegando um táxi e indo jantar no Shopping Parque Arauco. Lá tem uma loja chamada Casa Ideas que tem coisinhas super fofas para as crianças (não fizemos grandes compras. Compramos chocolate, alguns brinquedos para as crianças, coisinhas de museus e artesanato). Como estava muito frio, fazíamos tudo na rua e voltávamos para o hotel depois de jantarmos, só para descansar e dormir.

Segundo dia: dia de conhecer a neve! Pegamos o metrô e fomos para a Ski Total. Lá alugamos roupas (botas, luvas, macacões para as crianças e calças para nós) e comprarmos o transporte. Eles nos levaram em um micro ônibus até El Colorado, que é a estação de esqui mais próxima da cidade. Infelizmente Farrellones, que parecia ser mais divertido para quem só pretendia brincar na neve, estava fechada. As crianças não quiseram esquiar. Nosso dia foi mesmo apenas para fazer farofa na neve. E nos comportamos com maestria! As crianças fizeram esquibunda e desceram a montanha escorregando de costas e de peito várias vezes. Fizeram guerra de neve, tentaram montar boneco. Até comer neve comeram! Almoçamos num restaurante por lá mesmo e voltamos no final do dia. Pegamos o metrô para casa e jantamos num Pizza Hut que encontramos no caminho entre a estação de metrô e o hotel. As crianças curtiram muito. Tinha aquele brilhinho de felicidade nos olhos deles. Eu adorei ver uma montanha de neve. É uma paisagem muito diferente da nossa. Realmente uma experiência legal. Mas ainda tenho dúvidas se gostaria de ter ficado vários dias isolada numa estação de esqui. Pode ser que a sensação de esquiar seja fantástica e que isso ocupe seu dia de tal maneira, que valha a pena; mas eu achei que eu ficaria um pouco entediada. E a sensação de frio, mesmo com luva, gorro, cachecol e roupa térmica é muito grande. Essa coisa de ter de se paramentar toda para sair na rua acho que me irritaria um pouco. Enfim, as crianças disseram que adorariam fazer uma viagem só para esquiar, eu não fiquei com muita vontade de programar férias exclusivas em estação de esqui.

Terceiro dia: fomos a Valparaíso e Viña del Mar. Pegamos o metrô até à rodoviária e fomos de ônibus. A chegada foi meio confusa porque você chega na rodoviária de Valparaíso, que fica distante dos pontos turísticos. Na verdade não fica muito longe dos ascensores que levam aos cafés e às lojinhas, mas fica longe do museu casa de Neruda (La Sebastiana). Nós achamos que podíamos pegar um metrô e ir andando até a casa, mas tivemos de andar muito, muito mesmo. Foi um momento de mal-humor coletivo inclusive. Mas a casa museu é bem bacana. Tem uma vista super bonita da cidade lá embaixo e tem um áudio guia em português que encantou as crianças (e apesar do Rodrigo não pagar entrada, paguei para que ele tivesse acesso ao áudio guia, que ele amou). Tivemos a sorte de encontrar um táxi bem na porta do museu e ele nos levou ao excelente Pasta e Vino, já perto do bochicho. Almoçamos divinamente. Depois passeamos pelas lojinhas e descemos de ascensor. Pegamos o metrô e fomos para Viña del Mar. Fomos até o relógio das flores, vimos o pôr do sol no Oceano Pacífico, mas não foi um grande passeio. Estávamos cansados já e tivemos de andar muito para chegarmos na praia. Não tivemos muita paciência para procurar os outros pontos turísticos. Procuramos a rodoviária e trocamos nossas passagens. Voltamos para Santiago de lá (quem for fazer o passeio para as duas cidades, acho que vale a pena comprar a volta saindo de Viña mesmo. Não tive nenhum problema para trocar a passagem, mas acho que facilita já comprar certinho). Paramos num McDonalds ao lado do metrô e voltamos para o hotel para descansar.

Quarto dia: foi o dia da moleza. Carro com guia motorista nos esperando na porta! Reservei com a Enotour um passeio que incluía uma visita à uma vinícola pela manhã e à Isla Negra para conhecer a terceira e mais bonita casa do Pablo Neruda à tarde. Fomos à vinícola Matetic, que fabrica vinhos orgânicos. Fizemos um tour guiado particular e as crianças adoraram entrar na sala das barricas. De lá fomos almoçar numa cidade de praia deliciosa. Comemos um peixe divino! E à tarde fomos ao museu. O dia estava ensolarado e foi uma ótima pausa para os passeios que envolviam grandes caminhadas. Na volta pedimos para o nosso guia nos deixar num shopping próximo ao hotel. Jantamos e voltamos caminhando.

Quinto dia: fomos passear no centro de Santiago. Pulamos o mercado central e fomos conhecer o prédio dos correios, a catedral e o Palácio de la Moneda. Era segunda-feira e os museus estavam todos fechados. Mas a fundação do Palácio de la Moneda estava aberta e com um pedaço da coleção do museu de arte pré colombina (que está fechado até o próximo ano para reformas). Depois fomos ao Cerro de Santa Lucia. Lá tem uma fonte que dizem que atende nossos desejos. As crianças jogaram suas moedinhas. De lá pegamos um táxi e fomos para o parque bicentenário. Almoçamos no ótimo Mestizo. As crianças brincaram no playground do parque e fomos caminhar um pouco pela “Oscar Freire” chilena. De lá voltamos caminhando até o hotel.

Sexto dia: dia de voltar pra casa. Nosso voo só sairia às 14hs, então acordamos cedo e fomos conhecer o parque das esculturas. É um parque com esculturas de artistas chilenos conhecidos bem bonito. As crianças se divertiram e tiraram fotos posando junto de todas as estátuas. Voltamos, pegamos as malas e pegamos um táxi rumo ao aeroporto.

Alguns momentos: em El Colorado conhecendo a neve; na casa do Neruda em Isla Negra; na casa do Neruda em Valparaíso; e no Zoológico de Santiago.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

VOLTANDO À ATIVA

Ando super em falta com meus relatos das macaquices.

Tenho tido vontade de escrever um montão de coisas sobre os dois e suas diferentes fases. Também quero contar da viagem ao Chile que fizemos nas férias de julho, de alguns passeios que fiz com eles...

Então resolvi espantar a preguiça e voltar a escrever.

Luísa está numa fase que eu tenho gostado muito. Divertida, boa companhia, cheia das opiniões e vontade de debater as coisas. E nós duas estamos numa fase ótima da nossa relação também. Está sendo mais fácil ser mãe dela. Não sei nem se não é melhor falar isso bem baixinho, porque já já ela entra na adolescência e eu não tenho a menor ideia de como vai ser.

Rodrigo está na fase de descobrir as letras, as palavras e de perguntar os porques de tudo. E tem sido bom e divertido também. Longe de me causar uma sensação de dejá vu, percebo mesmo que cada criança é única. Ele não é argumentativo e desafiador como a Luísa era. É doce e carinhoso. Tem tiradas divertidíssimas. É bom poder saciar a curiosidade dele.

E somando os dois, vejo que é muito bom ser mãe de crianças mais velhas. Recuperei boa parte de um tempo só para mim. Para ler, ver um filme, fazer nada, cochilar. Sem crianças que demandam companhia e atenção o tempo todo. Que já brincam sozinhas (e mesmo quando brincam juntas, não pedem um adulto por perto). Percebo também que o terceiro ser ainda se manifesta, mas com mais maturidade e calma.

Enfim, tem sido bastante proveitoso e prazeroso.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h05
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

MENINA MOÇA

 

Ver a Luísa crescer tem sido uma experiência deliciosa e surpreendente.

Deliciosa porque me faz relembrar em como foi a minha fase de transição. A fase em que ainda adoramos ser e brincar como meninas, mas ao mesmo tempo já nos sentimos mais velhas, quase mulheres. Já reparamos nos meninos, já ficamos mais vaidosas. Uma fase meio nem lá e nem cá. De muitas descobertas, de corpo mudando. De sentimentos à flor da pele. É gostoso ouvir novamente histórias sobre um olhar de um menino, um bilhetinho anônimo de um admirador e o estranhamento e ao mesmo tempo o friozinho na barriga que isso nos causa.

Surpreendente porque estou me descobrindo cúmplice, confidente e amiga da minha filha como pensei que jamais seria. Ela não é uma pessoa fácil. Nem eu. Ambas gostamos de argumentar, falar e "refalar" (o neologismo inventado por ela que melhor a define, inclusive). Para ela não existe o "porque não". Ela precisa ser convencida de que a regra faz sentido, é justa, é coerente. Para mim não existe o deixar para lá. O resultado dessa combinação foram incontáveis e desgastantes embates. Em algumas fases eles eram diários e me fizeram crer que ela sempre me veria como uma adversária, que passaríamos muitos anos às turras.

Mas a maturidade tem nos transformado. Passei a selecionar melhor os embates. Ela passou a ouvir mais e aceitar mais facilmente meus argumentos. Esse dia a dia mais fácil tem aberto um canal imenso para o diálogo entre mãe e filha. Ela conta do bilhetinho anônimo e me pede conselhos sobre como agir. Pergunta se eu acho que já está na hora dela namorar e ela própria responde que ainda gosta de ser criança, que acha que ainda não está na hora, mas que não deixará de me contar quando achar que essa hora chegou. Que confia em mim e sente vontade de conversar comigo.

Claro que não tenho nenhuma esperança de ser sua eterna confidente. Nem acho que esse seja o papel da mãe. Mas vê-la com vontade de me contar coisas pessoais, falar de seus sentimentos e me pedir conselhos, fez com que eu me sentisse muito feliz. É como se eu ouvisse as frases: "eu sei, você me dá broncas e pega no meu pé, mas isso tem a ver com educar. Não me faz gostar nem um pouquinho menos de você. Ao contrário, faz com que eu sinta que sou amada e que tenho alguém em quem posso confiar". Tomara que a mensagem subliminar seja essa mesmo!

 



Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 13h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

QUEM TEM FAMA...

 

Eu faço mais o tipo mãe brava, até por conta do meu jeito mesmo. Levo as coisas mais a sério, sou menos condescendente. Não bato. Nunca bati. Mas dou bronca, coloco de castigo, não deixo de fazer eles pegarem a roupa que ficou jogada no chão nem um único dia sequer, vigio o tom de voz deles no restaurante, e por aí vai.

Entre mim e o pai, ainda que nós dois sejamos engraçados, carinhosos e legais, eu faço o papel do policial durão e meu marido o do policial bonzinho. Não acho que ele seja um pai leniente. Muito pelo contrário. Ele também dá bronca, vigia, faz eles serem responsáveis e ordeiros. Mas tem um jeito mais leve. Tem uma maior capacidade de deixar para lá, não aplicar um castigo prometido, deixar passar algumas coisas. Eu levo as coisas mais à ferro e fogo.

Na semana retrasada, Luísa estava viajando com a escola e, por uma série de imprevistos, eu fiquei sozinha com o Rodrigo pela manhã e fui encarregada de levá-lo para a escola (normalmente eu saio antes deles acordarem e quem leva os dois para a aula é o pai).

Foi super gostoso. Rodrigo acordou de bom humor, se arrumou rápido, foi conversando comigo pelo caminho. Enfim, foi uma delícia.

No meio do dia, meu marido me ligou e eu comentei das conversas minhas e do Rodrigo pela manhã.

À noite, o pai pergunta para ele:

- A mamãe me contou que você acordou todo bem humorado, se arrumou rápido, foi todo sorridente. E por que com o papai você acorda rosnando, demora para se vestir, vai emburradinho para a escola hein?

- Porque a mamãe é brava. Não dá para fazer essas coisas com ela não!

Tem horas que ser a bruxa má é muito bom!

 



Categoria: Coisas de Gogô
Escrito por Denise às 14h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
 

VIROU VÍCIO

Rodrigo gosta de dormir se enroscando na gente. Se estiver no colo então, dorme rápido e super gostoso.

Ele está cada dia mais comprido e fica até estranho ver um meninão daquele tamanho deitado no colinho da mãe.

Mas o fato é que primeiro, eu tenho preguiça. Preguiça de fazer essa transição. Fazer ele dormir sozinho na cama implica em aguentar reclamação, chorinho, ficar sentada no quarto esperando dormir, depois ir saindo  aos poucos. Enfim, é trabalhoso. Num momento em que estou cansada depois de um dia cheio e confrontada a uma situação em que em menos de um minuto ele estará dormindo, será colocado na cama e dormirá quieto e bem por lá o resto da noite. Acabo capitulando.

Segundo, tem todo um cafuné que é delicioso. Ele abraça, dá mil beijos de boa noite, se enrosca, sorri, suspira ao dormir. Difícil não ficar viciada nesse carinho. Ainda mais quando coloco em perspectiva! Ele não vai dormir no colinho da mamãe quando tiver 15, 18, 20 anos. E já está com quase sete! Melhor aproveitar esse tempinho que me resta como morfeu do meu pequeno (já nem tão pequeno assim).

Com isso vou protelando a situação e mantendo meu vício. Ontem me peguei inclusive sentindo o bafinho da respiração dele e embriagada com o cheirinho de filho. Acho que vou ficar enroladinha nesse abraço enquanto puder...


 



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Livros, Viagens, Filhos



Meu humor



Histórico


Categorias
Todas as mensagens Coisas de Luluca Reflexões de mãe Olha só o que eu achei do livro Coisas de Gogô Genéricos



Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Alessandra
 Angélica
 Bárbara
 Carol Marques
 Cris
 Chris
 Claudinha
 Cuca bacana
 Crescer
 Dani London
 Dani e Luís
 Dinha
 Fefê
 Flávia
 Flavinha
 Greice
 Mothern
 Nalu
 Pérolas infantis
 Tati
 Kanguru Baby