UM DOCE AROMA DE MORTE
O livro de Guillermo Arriaga, autor mexicano que também é roteirista de alguns filmes intrigantes como Babel, 21 Gramas e Amores Perros é muito interessante e explora a velha máxima de que uma mentira repetida à exaustão transforma-se em verdade absoluta.
Ramón é filho de uma viúva e dono de uma venda num pequeno povoado mexicano. Um dia ele encontra uma mulher, Adela, morta no campo nua. Cobre seu corpo esfaqueado com sua blusa. Embora ele só a tenha visto algumas vezes e de relance, o boato de que a defunta era sua namorada se espalha e acaba transformando-se numa verdade que o impele a vingar a morte da suposta amada.
O mesmo ocorre em relação ao assassino de Adela. Os boatos sobre sua identidade acabam transformando-se em fatos, tornando o desfecho de um duelo entre suposto namorado e suposto assassino inevitável.
Num mundo onde boatos e fatos confundem-se cada vez mais diante da ânsia jornalística por audiência, o livro de Arriaga faz pensar.





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