Blog da Macacada


UM PEDACINHO DO JAPÃO E UM MAR DE PRÉDIOS

Deixamos o carro no Conjunto Nacional na Avenida Paulista e seguimos de metrô para o bairro da Liberdade, um bairro japonês onde as ruas são todas enfeitadas com luminárias típicas e, nesta época do ano, com os bambus do Tanabata Matsuri, o festival de julho japonês.

Foi uma delícia observar seus olhinhos curiosos no metrô, adivinhando a próxima estação, de que lado da plataforma deveríamos ficar, quantas estações faltavam para descermos. E foi muito gostoso também acompanhá-la nas comprinhas. Ela comprou carimbos da personagem japonesa Pucca, um vestido chinês cor-de-rosa, um guarda-chuva japonês de papel e um caderninho do personagem Ben 10 para o irmão. E me acompanhou à ponta de estoque da Green, onde compramos umas roupinhas para ela e o irmão.

De volta ao Conjunto Nacional, almoçamos comida italiana numa loja da rede Subito e fomos fazer a nossa siesta na Livraria Cultura que fica dentro do local. Nos espalhamos em uns colchonetes e ficamos um tempão largadas por lá, lendo e descansando.

Depois fomos andando pela Avenida Paulista até o Masp. Visitamos o acervo do museu e as exposições. Luísa leu o nome dos pintores, elegeu seus quadros prediletos (as telas de retirantes de Cândido Portinari ganharam disparado) e ficou encantada com o lugar.

Voltamos para o Conjunto Nacional de metrô, tomamos um lanchinho no café do Cine Bombril e voltamos para a casa.

Foi um passeio delicioso! Minha pequena está se saindo uma excelente companheira de viagem. E para quem quiser fazer um passeio deste tipo, a única dica que acho importante é aproveitar os banheiros limpíssimos de livrarias e cafés e levar a criança sem nem perguntar muito se ela quer ir ou não. Isto certamente poupará uma visita nada agradável a banheiros públicos. Fiz isto ontem e hoje e, até agora, tem dado certo.

Passeando e fazendo compras na Liberdade; e espantada diante do tamanho da Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Fazendo a siesta espalhadona nos colchonetes da Livraria Cultura e em frente ao Masp, antes de visitarmos o acervo do Museu.



Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 18h33
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UM DIA NO PARQUE

Luísa acordou eufórica. Doida para começar sua vida de viajante. Preparou uma pequena mochila contendo uma carteira com dinheiro, cópia de sua certidão de nascimento e um papel com endereço e telefone dentro, um cantil com água, agasalho, boné e um pequeno lanchinho. E já começou a me apressar para sairmos logo.

Depois de uma parada de rotina no dermatologista, seguimos para o Parque do Ibirapuera. Compramos os ingressos para o Planetário, onde sofremos o nosso primeiro golpe de sorte. Os espetáculos durante a semana só ocorrem nos meses de férias às terças e quintas-feiras, às 14hs e às 17hs. Compramos para o primeiro horário.

Fomos então almoçar no restaurante do MAM. O restaurante é envidraçado e dá para uma praça cheia de esculturas. Além da bela vista, tinha um buffet delicioso. Luísa revelou-se uma pequena gourmet, comendo espeto de frango com bacon, creme de arroz com leite de coco e arroz branco. Batemos um papo gostoso no almoço. Impossível não pensar que aquele meu bebê era agora uma menininha, almoçando com a mãe no restaurante de um museu.

Depois do almoço fizemos uma pequena parada na lojinha do MAM, e Luísa aproveitou para fazer sua primeira comprinha de viagem. Dois marcadores de livro lindos, feitos de origami, representando uma gueixa de quimono.

Fomos então ao Planetário, onde nos deslumbramos em poder ver o céu de uma São Paulo sem poluição. Reconhecemos as Três Marias, conhecemos uma porção de outras estrelas, constelações e planetas, e ficamos lá, de boca aberta, olhando para aquele lindo céu estrelado. É um passeio para crianças maiorzinhas certamente, mas vale realmente muito a pena.

Saindo de lá, tentamos fazer a caça às estátuas do parque proposta no livro. Eu disse tentamos, porque descobrimos que o roteiro descrito pelo livro contém uma imperfeição imperdoável para o caso em questão. Não possui um mapa sinalizando onde está cada uma das esculturas. Estão todas marcadas com um "X", mas sem nenhuma numeração, e a descrição dos locais nem sempre ajuda muito. Por conta disso, desistimos da empreitada e resolvemos apenas passearmos. Ainda assim, reconhecemos várias estátuas descritas no livro em nosso passeio.

Passamos em frente ao Pavilhão Japonês, que infelizmente estava fechado (só abre às quartas, sábados, domingos e feriados). Sentamos na beira do lago para contemplar o fim de tarde ao sol, fomos brincar um pouco no parquinho e terminamos o passeio visitando o Viveiro Manequinho Lopes, com sua multiplicidade de flores e plantas.

Andamos por quase cinco horas no parque. Foi uma caminhada e tanto para qualquer adulto, mas a minha pequena viajante aventureira encarou numa boa. Não se queixou e nem reclamou de cansaço em nenhum momento.

E foi uma companhia maravilhosa o tempo todo! Por mais de uma vez me peguei agradecendo por ter sido tão privilegiada nesta vida. Ter ganho de presente esse serzinho tão querido e especial. Ainda que todo o resto do roteiro dê errado, esse primeiro dia tão gostoso certamente já se tornou inesquecível em nossas memórias!

Luluca em uma das estátuas do Jardim das Esculturas, que está no roteiro no livro "Dez roteiros a pé com crianças pela história de São Paulo" e almoçando no MAM como a pequena mocinha que já é.

Em frente ao projetor do planetário e fazendo pose com a mamãe, enquanto apreciávamos o final de tarde em frente ao lago.



Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 21h24
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FÉRIAS EM SÃO PAULO

A escola das crianças não fecha nem em julho, nem em dezembro e nem em janeiro. As aulas e a parte pedagógica ficam suspensas e eles fazem uma intensa programação de recreação para os alunos nesse período, que inclui dia do pijama, aula de culinária, saídas para o cinema, brincadeiras de esconde-esconde e pega-pega por toda a escola, entre outras atividades.

Entre os pequenos a presença é maciça. Praticamente toda a turminha do Rodrigo continua freqüentando a escola nesse período. Já entre os maiores, há um número bem menor de crianças que freqüenta a escola durante esse período. Ficam na casa dos avós, em acampamentos ou até mesmo sozinhos em casa. Reclamam e pedem mais intensamente uns dias longe da escola, um período de descanso mesmo, ainda que eu ache as atividades de recreação que eles têm muito mais interessantes do que ficar em casa vendo TV, por exemplo.

Em função disso, neste ano eu resolvi tirar uma semana e meia de férias para ficar com a Luísa agora em julho. O resto do seu tempo de férias escolares será dividido entre a escola, a casa dos avós e a casa dos tios. Rodrigo continuará indo normalmente para a escola.

Nossa idéia é fazermos uma viagem por São Paulo. Seremos turistas em nossa própria cidade. Uma oportunidade de eu mostrar alguns lugares da cidade que gosto para minha filha e de conhecer outros tantos lugares que eu, apesar de ter nascido aqui, não conheço ainda. A idéia também é permitir que ela se misture à metrópole. Veja como são seus habitantes, como funciona seu transporte coletivo, as diferenças existentes entre o lugar que moramos e outros lugares da cidade, e as múltiplas opções culturais que a nossa cidade oferece para seus habitantes, pois é esse traço da cidade que me faz continuar enfrentando todos os seus problemas mais conhecidos (trânsito intenso, poluição, violência), e ainda assim permanecer morando nela.

Para montar o roteiro dessa nossa viagem, contei com a ajuda da excelente publicação "Dez roteiros a pé com crianças pela história de São Paulo", investiguei os interesses dela (ela tem muita vontade de passear pela Liberdade, por exemplo) e procurei mesclar dias de atividade mais intensa com dias em que os programas durassem meio período. Não sei ainda como uma criança de 7 anos encara uma viagem desse tipo, se fica cansada rápido, se fica desinteressada bem antes do que eu imaginava, etc. Portanto, é possível que o roteiro inicialmente traçado seja alterado. Mas, a princípio, nossa viagem será assim:

Primeiro dia: Passaremos o dia no Parque do Ibirapuera. Aproveitaremos um dos roteiros descritos no livro e faremos uma caça às estátuas do parque. Visitaremos o pavilhão japonês, que eu ainda não conheço. Almoçaremos no restaurante do MAM (Museu de Arte Moderna). À tarde visitaremos o Planetário ou a exposição Star Wars que está em cartaz na Oca.

Segundo dia: iremos de metrô até a Liberdade e passearemos por lá pela manhã. Depois, almoçaremos na Avenida Paulista e aproveitaremos para passear por lá durante a tarde. Talvez visitemos o Masp e a enorme Livraria Cultura instalada no Conjunto Nacional. Se houver disposição, terminaremos o dia com um passeio pela rua Oscar Freire, centro chique de compras da cidade.

Terceiro dia: iremos assistir "A Bela Adormecida", ballet em cartaz no Teatro Municipal com a companinha russa St. Petersburg Ballet Theater.

Quarto dia: faremos um passeio no trem metropolitano que margeia o Rio Pinheiros. Como há pelo menos duas estações próximas a shoppings, terminaremos o passeio com uma sessão de cinema à tarde.

Quinto dia: faremos o roteiro sugerido pelo livro intitulado "Do bonde ao metrô: um passeio pela história dos transportes". Conheceremos a Estação da Luz, o Museu dos Transportes e o Memorial do Imigrante.

Sexto dia: comprei um tour guiado pelo centro histórico da cidade. O guia virá nos buscar em casa e, num passeio que dura cerca de 4 horas, conheceremos a Catedral da Sé, o Pátio do Colégio e outros pontos históricos da região. O passeio termina com uma visão da cidade do alto da torre do Banespa.

Sétimo dia: será um dia dedicado aos museus. Pela manhã iremos ao Museu da Língua Portuguesa; e à tarde iremos ao Museu do Ipiranga.

Oitavo dia: pode ser um dia livre para descanso ou para repetirmos algum passeio que tenhamos gostado muito. Mas pode ser também um dia dedicado a visitarmos o Sabina Escola Parque do Conhecimento, que fica em Santo André. Tudo dependerá da nossa disposição.

Nos próximos dias o blog será transformado em um diário de viagem, relatando se a experiência de viajar com uma criança pequena numa cidade tão grande será ou não bem-sucedida e se os lugares estão bem preparados para recebê-la.



Categoria: Genéricos
Escrito por Denise às 09h32
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GO SPEED RACER

As crianças adoraram a versão dos irmãos Wachovski para o cinema de um dos desenhos animados preferidos da minha infância.

Depois de assistirmos o filme, brincadeiras de corrida de carros entraram definitivamente para o nosso repertório. Segundo o Rodrigo, ele é o Speed, a irmã é a sua nomorada Trixie, o pai é o seu irmão Gorducho e a mãe, obviamente, é o chimpanzé do Gorducho, o Zequinha.

Dia desses, eu estava levando a duplinha para a escola e cada um fingia ter um volante nas mãos e ser um corredor. Os dois cismaram que eu tinha de ser um corredor mau, um dos vilões do filme, o Cobra.

Eu disse: - Não quero ser o corredor mau. Ele é menino. Eu tenho de ser uma menina.

E a Luísa, com sua memória e lógica tão peculiares, imediatamente replicou: - Ué, mãe, você já não tinha topado ser o Zequinha? O Zequinha além de menino é um macaco lembra?

Então tá. Voltei para o volante mais do que resignada na pele do "Cobra Mau". Fui literalmente nocauteada pela lógica das crianças.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 16h30
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