PASSAGEM DO TEMPO
Hoje o Rodrigo completa três anos. Não sei se todas as mães têm o mesmo sentimento, mas eu me sinto meio aniversariante também. Como diz a frase muito bem sacada de uma propaganda de produtos infantis, "quando nasce um bebê nasce também uma mãe".
Impossível não lembrar daquela terça-feira, 23 de agosto de 2005. À tarde comecei a sentir as contrações. Liguei para minha médica, informei os intervalos das contrações, perguntei se eu ainda teria tempo de terminar um trabalho em andamento. Terminei o trabalho, despedi-me dos colegas do escritório, esperei meu marido chegar, passamos em casa para eu pegar minhas coisas e trocar de brincos, porque os que eu estava usando definitivamente não combinavam com os pijamas que eu ia levar, e seguimos para a maternidade. Eu estava muito calma, apesar da dorzinha das contrações (digo dorzinha, porque no meu caso a dor é forte, mas suportável em boa parte do trabalho de parto).
Chegando lá foi constatado que eu já estava em trabalho de parto, coisa que as contrações mais fortes que eu estava sentindo já tinham me dito faz tempo. Fui para uma sala de pré-parto esperar o anestesista e a minha médica. O parto foi rápido. Muito rápido. Acho que não durou nem quinze minutos. Ao entrar na novíssima sala para partos normais do hospital, que tinha luzinhas no teto, som ambiente, poltronas confortáveis para o papai, banheira para ajudar no processo, entre outros itens de luxo, meu anestesista me olhou e disse: "-Não faça força nenhuma agora. Dra. vamos rápido!". E pouco tempo depois ouvimos o chorinho e vimos aquele bebê lindo e saudável (talvez não tão lindo, já que tinha nascido com 4kgs e, como todo bebê nascido de parto normal, estava bem amassadinho. Mas para mim era maravilhoso).
Eu já era mãe quando o Rodrigo nasceu. Mas cada criança é única. E eu ainda não tinha nenhuma experiência com meninos. Sua energia intensa, suas brincadeiras que envolvem pular, saltar, correr ou subir nos meus ombros, ou seu universo particular de bichos selvagens e super-heróis. A conexão sutil e especial que meninos têm com suas mães. Tudo isso era novo para mim.
E é esse aprendizado fantástico que a maternidade proporciona que me faz comemorar junto com meu pequeno no dia de hoje. Que venham muitos anos pela frente para continuarmos aprendendo um com o outro e comemorando juntos!
Eu, Luísa e minha mãe segurando o mais novo membro da família na maternidade






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