Blog da Macacada


JUMENTO DE TRÓIA

Vou fazer um parênteses hoje. Faz um tempão que eu estou devendo uma propaganda aos meus amigos de trabalho e economistas, que resolveram montar um blog para mostrar que a teoria econômica pode ser utilizada para debater assuntos como o sistema de pontos corridos do campeonato brasileiro ou os malefícios que a carteirinha de estudante trazem para os consumidores de entretenimento como um todo.

O texto é divertido, está em português e não em economês, e aborda temas que têm tudo para gerar polêmicas em mesas de boteco.

A propósito, os artigos sobre a carteirinha de estudante estão sensacionais. A figura do sujeito com camisa com iniciais no nome e abotoadura de ametista sacando sua carteirinha de estudante do seu MBA em finanças está hilária.

Então lá vai o link para quem se interessar:

Jumento de tróia



Categoria: Genéricos
Escrito por Denise às 16h51
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EU ME REMEXO MUITO

O título acima é o refrão da música que compõe a trilha sonora do filme que é a mais nova paixão do Rodrigo, e da Luísa meio que por tabela, pois ela tem de assistir junto muitas vezes.

 

Depois de termos passado pelas fases Branca de Neve, Cinderela III e Cars, entramos recentemente na fase Madagascar.

Todos os dias ele chega da escola, toma banho e se acomoda confortavelmente no sofá da sala pedindo: -Eu quelo vê me êmexo muito! (-Eu quero ver eu me remexo muito!).

 

E lá vamos nós ver novamente as aventuras dos quatro animais amigos que escapam do zoológico de Nova Iorque para conhecer a natureza e acabam parando na ilha de Madagascar.

 

Desde a primeira vez em que viu o filme ele, que é louco por animais, disse: -Mamãe, eu sou a bêba, o papai é o ião e você e a Uíca, quem é? (-Mamãe, eu sou a zebra, o papai é o leão, e você e a Luísa quem são?).

 

Fiquei gelada. Porque sou adulta, é só um filme, não tem nada demais, mas eu não queria ser a hipopótama de jeito nenhum. Esperei a Luísa responder. Que para o meu alívio disse: -Mamãe, eu quero ser a hipopótama, deixa?

 

Ufa! Fiz cara de tristeza (bem pouca admito) e respondi aliviada: -Tudo bem, eu topo ser a girafa. E desde então, sou Mellman, a girada-hipocondríaca.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 17h49
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PROGRAMA EM FAMÍLIA

No último final de semana levamos as crianças para assistir João e Maria, peça encenada pela ótima companhia Le Plat Du Jour. Foi um programa literalmente familiar. Porque uma das minhas paixões é o teatro, mas anda meio difícil de eu conseguir ir a espetáculos noturnos desde que as crianças nasceram. Minha freqüência em espetáculos para adultos caiu drasticamente. Tento compensar então, deliciando-me com bons espetáculos infantis.

Ir ao teatro com as crianças no entanto, foi uma tarefa um tanto quanto dispersiva para mim. Eles adoraram e prestaram muita atenção. Ficaram o tempo todo concentrados na história. Mas eu fiquei distraída olhando para a platéia, mais especificamente para as reações dos meus dois pequenos.

E pela primeira vez tive a sensação de que fomos a um programa que agradou gregos e troianos. Porque durante algum tempo saíamos só com a Luísa para ir ao teatro porque o Rodrigo era muito pequeno. Os programas que cada um gostava de fazer eram meio incompatíveis.

Mas desta vez não. Luísa ria, divertindo-se com as piadas da peça, que ela já consegue compreender. E Rodrigo passou um tempo dizendo que não estava gostando da história porque ela tinha uma "buxa", mas vibrou a partir do momento em que a megera foi lançada ao forno pela Maria. Bateu palmas antes da peça começar (puxando o coro "começa! começa!") e aplaudiu muito quando as atrizes se despediram.

Cada um à sua maneira, os dois se divertiram muito. Ao ponto de Rodrigo terminar a noite com a frase: - Mãe, a peça foi muito 'ligal'!

E desde então temos nos revezado nos papéis de Bicudona e Bicudinha, as passarinhas narradoras e comedoras das migalhinhas de pão, do João e da Maria. O único papel que é quase sempre meu é o da Bruxa Meméia. Eles empurram meu bumbum forno adentro (que no caso é sempre uma parede ou porta) e morrem de rir com os meus gritos de bruxa sendo queimada.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 21h34
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CAÇA AOS FUSCAS

As crianças têm suas idiossincrasias. Luísa e Rodrigo são apaixonados pelo fusca. Sim, o modelo de carro. Ambos têm uma réplica que ganharam dos avós. O da Luísa tem até uma caixa de sapatos que faz as vezes de cama e uma toalha de mão que serve como cobertor. O fusca dorme como um verdadeiro rei lá em casa. Ela diz que esse será o carro que ela quer ganhar quando fizer 18 anos. Espero que ainda existam alguns deles até lá, porque para a minha sorte a paixão mesmo é pelo modelo antigo e não pelo New Beetle, que é caríssimo.

Os dois têm uma brincadeira que inventaram que é muito particular. A brincadeira de caçar fuscas quando estão andando pelas ruas. Como hoje em dia há bem menos fuscas rodando por aí do que na minha época de criança, onde havia um mar de fuscas nas ruas incluindo entre eles os vários modelos que pertenceram aos meus pais, eles são tratados como verdadeiros tesouros. Quando um deles encontra um grita: -Fusca!

E como as mães são sempre contagiadas pelas idiossincrasias dos filhos, vira e mexe me pego sozinha no carro ou mesmo andando pelas ruas dizendo: -Fusca!



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 11h30
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