Blog da Macacada


 
 

BOTANDO A MAMÃE PARA FORA

Escolher a escola para os filhos pequenos é sempre uma decisão difícil, sobretudo quando são bebês como foi o meu caso. Fazer escolhas por eles nos dá uma certa apreensão. Uma sensação de não ter certeza de que eles vão gostar ou não.

Ontem fui a uma reunião com os professores para falar sobre o desenvolvimento do Rodrigo. Todos foram unânimes em dizer que ele está ótimo e adora o grupo de amigos, mas a melhor prova de que ele está muito feliz na escola eu tive depois. Ao sair, passei pela classe dele para levá-lo para a casa.

Ele estava sentado numa mesa com alguns amiguinhos brincando de massinha enquanto esperavam os pais para ir embora. Olhou para mim e disse: -Volta lá para a reunião vai? Eu quero ficar aqui só mais uns minutinhos.

Tive de chamá-lo mais algumas vezes para que ele se convencesse de que era hora de ir para a casa e que amanhã tinha mais.



Categoria: Coisas de Gogô
Escrito por Denise às 21h09
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IMAGEM MENTAL

Ultimamente quando estou longe e penso no Rodrigo me vem na hora uma imagem à mente.

Vou buscá-los na escola numa saída lateral, uma operação que é denominada "comboio" e que foi criada com o objetivo de solucionar o caos comum que existe ao redor das escolas paulistanas, onde há no mínimo dezenas de carros querendo estacionar simultaneamente nos horários de entrada e saída dos alunos. Por esse sistema, que foi desenvolvido de forma conjunta com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), uma das faixas da rua é isolada com cones das 17:30 às 19:15 hs. Os carros formam uma fila nessa faixa e as crianças vão sendo entregues pela equipe da escola em cada um dos carros.

Eu diria que é assim, uma espécie de drive thru de crianças. Nos dias de chuva eu quase rezo na fila, agradecendo ao fato de os meus filhos já poderem frequentar o comboio (apenas as crianças a partir do segundo ano da educação infantil podem optar pelo comboio).

Todo dia quando apareço lá, o Rodrigo já está a postos na porta. Mas ele não pode entrar antes da irmã, porque a cadeirinha dele fica na janela e a da Luísa fica no banco do meio.

Ele me vê, abre um sorrisão, dá tchau de longe e vem mais pertinho. Pede então para eu abaixar o vidro da janela do passageiro. Então diz: -Tudo bom mamãe? Como foi seu dia? Nenhum problema?

E é só eu fechar os olhos para vê-lo com a carinha na janela do meu carro, sorrisão no rosto e perguntando se está tudo bem.

Nem sempre está tudo bem. Mas certamente os problemas ficam menores e perdem praticamente toda a importância diante daquela carinha e daquele sorriso.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 18h15
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