Blog da Macacada


 
 

PAPÉIS CONCILIÁVEIS

Luluca recebeu o convite de uma amiguinha para passar três dias num hotel. Adorou, ajudou a arrumar as malas e tudo. Mas antes de sair caiu num choro sentido. Dizendo que ia sentir muitas saudades do irmão e de mim. O passeio começou ontem e durará até sábado.

Fiquei desconcertada. Porque sei da relação especial que ela tem com o pai e acho que esperava que tais saudades fossem dedicadas a ele primordialmente e ao irmão em seguida. Além disso, sei que sou uma mãe linha dura. Que cobra, briga, dá bronca, pega no pé. Achava que estas duas características juntas me qualificavam para o fim dessa fila das saudades.

Ao mesmo tempo, lá no íntimo fiquei orgulhosa. Não demonstrei. Ao contrário, disse que ela iria se divertir muito com a amiga, que nós fazemos companhia para ela sempre, mas que oportunidades como essa aparecem só de vez em quando e dei a ela o número do meu celular num papelzinho, para que ela pudesse conversar comigo e matar as saudades se quisesse (coisa que, como eu esperava, não aconteceu até o momento).

Meu orgulho não foi algo associado à vaidade por ter passado na frente desta fila. Mas porque sempre achei que o meu compromisso com ela é o de ajudá-la no processo de formação de seu caráter, apontando caminhos que julgo certos e errados e, sobretudo, contendo seu desejo de fazer tudo o que quiser (a dura e difícil tarefa da tal imposição de limites, já que conviver bem em sociedade significa respeitar as regras aceitas pela maioria). Isso para mim sempre foi mais importante do que ser popular. Ser a "mãe chata que diz não" sempre me pareceu um preço justo a pagar dentro deste contexto.

E de repente, dar-se conta de que esse papel também pode ser fonte de amor e predileção me encheu de orgulho. Com a sensação de que o trem está correndo nos trilhos certos.



Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 14h17
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DIA DO AMIGO

Segunda-feira foi o dia do amigo. Eu nem sequer lembro direito dessas datas, mas coincidentemente ou não, falei com um amigo querido com quem há muito eu não conversava.

Amigo dos tempos de faculdade. Amigo muito especial. Que seguiu ao meu lado ao longo dos anos e virou meu compadre, ao aceitar ser padrinho da Luísa. Amigo para quem eu olho hoje e mal acredito que éramos tão jovens quando nos conhecemos...E hoje temos marido, mulher, filhos, emprego e não mais matérias para estudarmos, viagens com a turma e festas para irmos.

Nada como reencontrar alguém tão querido, que infelizmente passou por uma fase difícil sem que eu soubesse, para lembrar o quanto é bom termos perto da gente pessoas com as quais nos preocupamos e com as quais sabemos que podemos contar. Uma grande distância física nos separa hoje. Mas querido amigo, você continua sendo alvo dos meus melhores pensamentos. Que ainda possamos comemorar muitos momentos bons juntos. E que também possamos contar um com o abraço do outro nos momentos tristes. Deixo para você um grande abraço.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 21h06
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