Blog da Macacada


 
 

CHEIRINHO DE FILHO EM FRASCO

O livro "Perfume" de Patrick Suskind está longe de figurar na lista dos meus prediletos, mas gosto muito de sua idéia central. O protagonista Jean Baptiste Grenouille tem um olfato extremamente desenvolvido e desde muito novo se engaja na tarefa de dominar a arte de produzir essências. Seu objetivo no entanto, é conseguir produzir um perfume com o cheiro da beleza humana, que fascine a todos e lhe possibilite ter poder por conta disso.

Sempre que mergulho meu nariz nos cabelos e no pescoço dos meus filhos lembro desse enredo. Porque eu adoraria ter a possibilidade de encapsular aquele cheirinho e poder desfrutar dele sempre que quisesse. A sensação de dormir enroscadinha nos filhos, sentindo o perfume de sua pele e dos seus cabelos é para mim uma das melhores do mundo. Poder senti-la a qualquer momento seria fantástico e provavelmente mais viciante do que os efeitos produzidos pelas drogas mais comumente comercializadas atualmente.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 14h57
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A CONSULTA DOS 8 ANOS

Recentemente levei os dois pequenos para a consulta anual de rotina na pediatra. Foi uma consulta bem diferente das demais.

 

A pediatra dirigiu a consulta à Luísa. Falou com ela e para ela. Eu e o pai ficamos apenas escutando e aprendendo tudo a partir do diálogo entre as duas.

 

Essa passagem da minha pequena, de coadjuvante à protagonista na consulta, foi para mim mais um daqueles momentos em que me questiono quando foi que ela cresceu tanto e tão rapidamente que eu não percebi.

 

Depois de perguntar a ela se estava tudo bem, se ela não tinha nenhuma queixa de dores físicas, a conversa enveredou para as mudanças que estão por vir no seu corpo. Primeiro o aparecimento de um botão mamário, depois o outro. Pêlos pubianos, desenvolvimento dos seios e menstruação. Não acontecerá já, mas ela explicou que há três grupos de meninas: as que começam a apresentar este desenvolvimento aos 9 e menstruam por volta dos 11; as que começam o processo entre os 10, 11 anos e menstruam por volta dos 13; e as que começam lá pelos 12 e menstruam por volta dos 15 anos (que foi o meu caso).

 

Mostrou estas mudanças em um livro com desenhos e disse que a partir do primeiro sinal de desenvolvimento, suas consultas passariam a ser semestrais, para que ela pudesse avaliar se o processo de desenvolvimento segue o curso esperado.

 

Depois, fez uma sessão de perguntas, que ela deveria responder usando duas possibilidades: fácil ou difícil. Estar na escola, relacionar-se com a professora, estar com a mãe, com o pai, relacionar-se com os meninos e com as meninas. Quase todas as perguntas tiveram fácil como resposta, à exceção do relacionamento com os meninos, considerado difícil e com as meninas, considerado mais ou menos fácil. Segundo a pediatra, todas estas respostas estão absolutamente dentro do esperado para a idade.

 

Aconselhou-a para que converse conosco sempre que achar que as meninas disseram algo que a tenha deixado magoada ou chateada, coisa muito comum de acontecer nessa fase. E disse que ela deveria cuidar para que três regrinhas fossem respeitadas: alimentar-se direitinho (coisa que ela já faz na escola); fazer pelo menos uma brincadeira ao longo do dia que envolva mexer o corpo; e deitar-se antes das 22 horas. Seguindo estas três regras, ela teria sempre uma pele e um cabelo lindos (conselho que eu particularmente adorei, pois tornou a minha tarefa de colocá-la para dormir bem mais simples desde então, atestando a máxima de que a vaidade feminina é mesmo poderosíssima).

 

Por fim, examinou-a. Não mais como uma menininha, mas como uma quase pré-adolescente. Com lençol cobrindo-a.

 

Adorei o jeito respeitoso e carinhoso com que ela foi tratada. Mas confesso que não tinha ainda me dado conta do quão próximo estamos de termos uma mocinha e não mais uma menininha em casa.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 14h54
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A SORTE DOS MEUS

Tem gente que nasce com muita sorte. Meus filhos estão dentro desse grupo.

Seu pai os acalentou e acalenta até hoje nas muitas noites em que por inúmeras razões perdem o sono. Deu e dá banho, trocou fraldas, deu remédio. Preparava as mamadeiras, esquenta o prato de comida. Leva diariamente para a escola, comparece às reuniões de pais, indaga sobre suas vidinhas, dá conselhos, troca confidências. Assite TV junto, conhece todos os super-heróis que fazem sucesso no momento. E também assiste aos filminhos teen que a filha gosta.

Mas, principalmente, os envolve com seu abraço, seus beijos, seu afeto. Sempre o ouço dizer com todas as palavras "filhos eu te amo". Está sempre ali, pronto, para demonstrar o amor incondicional que sente pelos dois. Zela pela auto-estima deles, sempre deixando claro que acredita em sua capacidade. Oferece a mão para caminhar ao lado deles, mas também os incentiva a soltarem da mão e seguirem sozinhos quando já são capazes. Faz com que eu sinta que estão tão bem ou ainda melhor com ele, caso eu precise estar ausente.

Tenho certeza que tudo isso o torna digno da homenagem de hoje. Feliz Dia dos Pais para aquele que realmente entende o significado dessa palavra!



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 10h12
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