Blog da Macacada


 
 

SONHO EMBLEMÁTICO

Nem sempre consigo lembrar dos meus sonhos, mas o da noite passada foi peculiar e está na minha mente até agora.

Não sei exatamente porque e através de qual mecanismo, mas o Rodrigo voltava para dentro da minha barriga e eu ficava grávida novamente. Uma gravidez tranquila e bem feliz, onde todos sabiam que eu teria o Rodrigo novamente.

Só que ele nasceu já falando, andando e com toda a memória do período entre o primeiro nascimento e a volta para a minha barriga, apesar da constituição física de bebê. Numa das cenas ele está no meu colo, no banco de trás do carro rindo e divertindo-se ao perceber "como ele havia encolhido". Ficava comparando o tamanho que tinha antes com o tamanho de agora.

E eu estava preocupadíssima. Como iria ele fazer tomar apenas meu leite, se ele já guardava na memória o gosto das demais comidas? Mas como ele ia mastigar guloseimas se ainda não tinha dentes? Em que ano da escola eu deveria matriculá-lo? Porque ele era desenvolvido demais para o berçário, mas fisicamente incompatível com o segundo ano da educação infantil, que era o ano que frequentava antes de voltar para a minha barriga.

Fui conversar com a professora e com a coordenadora da escola e procurei por médicos que conhecessem algo do fenômeno "nascer novamente mas manter a memória da sua primeira experiência de vida".

Minhas lembranças terminam aí. Não sei se acordei imediatamente ou se emendei outro sonho do qual não me lembro.

Não entendo nada de interpretação de sonhos, mas sonhar que meu pequeno voltou para a minha barriga e nasceu bebezinho novamente às vésperas do seu quarto aniversário é bastante compreensível. Assim como também consigo compreender o desejo explícito no sonho de que eles sejam sempre pequenos, mas ao mesmo tempo tenham autonomia suficiente. Andem, falem, comam sozinhos e sejam muito espertos. Mas sejam os nossos bebês.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h37
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GOSTOS OPOSTOS

Ontem fui às compras só com a Luísa. Comprar uma roupa para ela e uma blusa para mim, que usaremos na festa de aniversário do irmão.

É uma delícia fazer compras só com ela. Mesmo com toda a impaciência característica de uma criança de 8 anos, ela não se importa em bater perna na busca por um sapato em várias lojas ou em experimentar vários modelos de vestidos antes da escolha definitiva. Uma típica mulherzinha em formação.

Mas o que me chamou atenção ontem foi outra coisa. Depois de experimentar vários vestidos, ela ficou em dúvida entre dois. Gostou mais de um e eu mais do outro. Levou o que ela gostou mais.

Da mesma forma, fiquei em dúvida entre duas blusas. Ela gostou mais de uma e eu de outra. Levei a que eu gostei mais.

Temos exatamente o mesmo jeito determinado de ser. Sempre me questiono sobre as razões que me fazem pedir a opinião dos outros quando estou comprando roupas. Porque independentemente dessas opiniões, eu sempre levo aquela que eu gostei mais. Igualzinho ao que ela fez ontem comigo.

Mas apesar da determinação em comum, ao que parece nossos gostos serão opostos.



Categoria: Coisas de Luluca
Escrito por Denise às 13h43
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PESSOAS AO REDOR

Pessoas que fazem parte da nossa vida, de alguma forma acompanham o crescimento dos nossos filhos, e que muitas vezes sequer conhecemos pessoalmente. Coisas que a virtualidade propiciada pela tecnologia moderna permite.

 

Não estou falando apenas dos amigos virtuais que fazemos, mas de vários prestadores de serviços que contratamos virtualmente, e que muitas vezes nem chegamos a conhecer. Mas o fato é que, nada substitui olhar no olho e poder cumprimentar esses profissionais.

 

Com a proximidade da festinha de aniversário do Rodrigo, procurei novamente a Maitê. Conheci o trabalho dela quando estava procurando lembrancinhas para a festinha de 5 anos da Luísa, um arraiá junino que fizemos para os familiares junto com a prima Marina que veio de Londres para comemorar seu aniversário. Depois, fiz lembrancinhas para as festas do Rodrigo de 2 anos, 3 anos e novamente para a festa que ocorrerá no próximo domingo.

 

Dentre os prestadores desse tipo de serviço que conheci, a Maitê ocupa, sem dúvida, um lugar especial. Suas sugestões são sempre adequadas para a idade, as lembrancinhas são feitas com um super capricho e o preço é justo.

 

Neste ano, quando mandei um e-mail para trocarmos umas idéias sobre o tema da festa e sugestões de lembrancinhas, eu disse que ainda ontem eu estava pedindo sugestões para o aniversário de 2 anos do Rodrigo e agora ele já irá completar o dobro dessa idade. Ela então comentou que ficava emocionada por poder acompanhar o seu crescimento, poder fazer parte da vidinha dele.

 

E ela sequer me conhecia pessoalmente. Todas as vezes em que ela passou no meu escritório para entregar as lembrancinhas, eu estava almoçando fora. Mas hoje finalmente consegui conhecê-la, dar um abraço e agradecer pessoalmente esta pessoa que participa com tanto carinho e com um trabalho tão bacana da vida dos meus filhos.

 

A virtualidade tem vantagens incontestáves, mas um bom abraço ao vivo de agradecimento ainda é insuperável.



Categoria: Reflexões de mãe
Escrito por Denise às 13h34
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AO PÉ DA LETRA

Rodrigo está numa fase divertida. Tem curiosidade de saber o significado de praticamente todas as palavras que eu falo. Ao mesmo tempo, ainda não tem capacidade de abstração suficiente para deduzir o significado das figuras de linguagem, o que me coloca em várias saias justas. Perco um tempão tentando me explicar algumas vezes.

Ontem, por exemplo, ele fez um comentário e eu disse: -Pois é, você acertou na mosca!

-O que é acertar na mosca mamãe?

-Ah! Acertar na mosca nós falamos quando alguém acerta em cheio!

-Acertar em cheio? O que é isso?

É claro que acertar em cheio ou acertar no alvo, que foi a minha segunda tentativa para explicar o significado, eram tão obscuros quanto acertar na mosca. Passei então a dar vários exemplos e a mostrar visualmente como era difícil acertar numa mosca em pleno vôo. Parece que me saí bem no final das contas, nesse que foi só um dos episódios desse tipo pelo qual tenho passado recentemente.

Nessas horas me pego pensando em quão elaboradas são essas figuras de linguagem e fico tentando lembrar quando foi mesmo que eu aprendi o significado de todas essas metáforas. E acho que essa é uma das coisas boas de termos filhos. Só eles para nos fazerem filosofar a partir de coisas tão cotidianas quanto dizer "você acertou na mosca".



Categoria: Coisas de Gogô
Escrito por Denise às 15h41
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