MOCINHA, MOCINHA

Eles crescem com uma rapidez muito maior que aquela que sequer sonhamos em imaginar.

No sábado do final de semana da festa do Rodrigo, levei a Lu para cortar o cabelo. Ela está deixando a franja crescer e tem ido mais para cortar "micropontas" do que para dar grandes tosadas. 

Provavelmente pelas transformações hormonais típicas da idade, seu cabelo mudou muito. De muito liso, passou a um ondulado que para alisar tem de arrumar e para cachear também tem de arrumar. Conclusão: como ela não arruma, vive descabelada. De tiara, para segurar a franja que cresce, e descabelada.

Aí depois de cortar o cabelo, a Rô, nossa hair stylist (acho essa expressão muito chic), fez uma escova. Deixou ele liso em cima e cacheado nas pontas. Ficou lindo demais! Foi a segunda vez que ela escovou daquele jeito. Ela amou e saiu de lá toda toda, com aquela sensação de sentir-se deslumbrante que um bom cabelereiro faz por você vez em quando.

E foi dormir na casa da avó, que no domingo teríamos a festa do irmão. Nervosa porque o cabelo iria desmanchar até o dia seguinte. Mandei na mala dela um baby liss e falei para ela pedir para a avó dar uma ajeitada no dia seguinte, para a escova durar.

Minha mãe contou que à noite, antes de dormir, ela rezou assim: - Papai do céu, faça com que meu cabelo acorde bom amanhã!

Quantas vezes nós mulheres não pedimos aos céus para que o cabelo acorde bom no dia seguinte? Luluca definitivamente está entrando pro nosso time.