Blog da Macacada

Coisas de Luluca


 
 

CRIANÇA, ATÉ QUANDO?

No último sábado fui comprar o presente de dia das crianças para a Luísa com ela. Eu queria dar um estojo novo para ela e fomos juntas na loja para que ela pudesse escolher.

No meio do passeio falei para ela: -Acho que esse vai ser seu último presente de dia das crianças né?

E ela, que sempre tem uma boa resposta na ponta da língua: -Enquanto eu não ficar "naqueles dias", vou continuar sendo criança e ganhando presente.

Achei o critério justo.



Escrito por Denise às 20h15
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FINAL DE SEMANA DE MENINAS

Uma das coisas mais complicadas quando se tem mais de um filho é conseguir dividir o seu tempo entre eles. Há muitos momentos em que programas em família são possíveis, mas há as necessidades específicas de cada um e, quando a fase em que eles estão não é a mesma como é o meu caso, programas em que apenas um quer ou pode participar.

Esse final de semana foi tipicamente um em que eu e meu marido acabamos nos dividindo. No sábado ele levou o Rodrigo numa pré-estreia de um novo desenho do Ben 10. Era uma sessão de cinema com os bonecos do Ben 10, brinde e filminho. Luísa certamente não iria. Ela foi comigo a um encontro de ex-alunos que tive na escola onde fiz o ensino médio. Rodrigo encontrou um amiguinho no evento e foi dormir na casa dele. Nós duas fizemos uma sessão de cinema em casa com Charles Chaplin e  O Grande Ditador, que é um filme que não interessaria o Rodrigo.

No domingo, aproveitei que só a Lu estava em casa e fomos ver a exposição sobre o impressionismo em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. Encaramos 3 horas na fila, coisa que acho que o Rodrigo não teria topado. E depois da exposição almoçamos no Café Girondino, um restaurante antigo no Centro. Ao invés de procurar menu infantil no cardápio, eu e ela dividimos o prato e a sobremesa.

Foi um final de semana com muito carinho e muito bate papo entre mãe e filha. Eu me senti muito feliz por ver que ela está crescendo e que conseguimos conquistar juntas uma cumplicidade e uma vontade de estarmos em companhia uma da outra. E que ter filhos maiores pode ser tão divertido quanto rir das gracinhas dos pequenos.



Escrito por Denise às 12h53
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MOCINHA, MOCINHA

Eles crescem com uma rapidez muito maior que aquela que sequer sonhamos em imaginar.

No sábado do final de semana da festa do Rodrigo, levei a Lu para cortar o cabelo. Ela está deixando a franja crescer e tem ido mais para cortar "micropontas" do que para dar grandes tosadas. 

Provavelmente pelas transformações hormonais típicas da idade, seu cabelo mudou muito. De muito liso, passou a um ondulado que para alisar tem de arrumar e para cachear também tem de arrumar. Conclusão: como ela não arruma, vive descabelada. De tiara, para segurar a franja que cresce, e descabelada.

Aí depois de cortar o cabelo, a Rô, nossa hair stylist (acho essa expressão muito chic), fez uma escova. Deixou ele liso em cima e cacheado nas pontas. Ficou lindo demais! Foi a segunda vez que ela escovou daquele jeito. Ela amou e saiu de lá toda toda, com aquela sensação de sentir-se deslumbrante que um bom cabelereiro faz por você vez em quando.

E foi dormir na casa da avó, que no domingo teríamos a festa do irmão. Nervosa porque o cabelo iria desmanchar até o dia seguinte. Mandei na mala dela um baby liss e falei para ela pedir para a avó dar uma ajeitada no dia seguinte, para a escova durar.

Minha mãe contou que à noite, antes de dormir, ela rezou assim: - Papai do céu, faça com que meu cabelo acorde bom amanhã!

Quantas vezes nós mulheres não pedimos aos céus para que o cabelo acorde bom no dia seguinte? Luluca definitivamente está entrando pro nosso time.



Escrito por Denise às 13h15
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MENINA MOÇA

 

Ver a Luísa crescer tem sido uma experiência deliciosa e surpreendente.

Deliciosa porque me faz relembrar em como foi a minha fase de transição. A fase em que ainda adoramos ser e brincar como meninas, mas ao mesmo tempo já nos sentimos mais velhas, quase mulheres. Já reparamos nos meninos, já ficamos mais vaidosas. Uma fase meio nem lá e nem cá. De muitas descobertas, de corpo mudando. De sentimentos à flor da pele. É gostoso ouvir novamente histórias sobre um olhar de um menino, um bilhetinho anônimo de um admirador e o estranhamento e ao mesmo tempo o friozinho na barriga que isso nos causa.

Surpreendente porque estou me descobrindo cúmplice, confidente e amiga da minha filha como pensei que jamais seria. Ela não é uma pessoa fácil. Nem eu. Ambas gostamos de argumentar, falar e "refalar" (o neologismo inventado por ela que melhor a define, inclusive). Para ela não existe o "porque não". Ela precisa ser convencida de que a regra faz sentido, é justa, é coerente. Para mim não existe o deixar para lá. O resultado dessa combinação foram incontáveis e desgastantes embates. Em algumas fases eles eram diários e me fizeram crer que ela sempre me veria como uma adversária, que passaríamos muitos anos às turras.

Mas a maturidade tem nos transformado. Passei a selecionar melhor os embates. Ela passou a ouvir mais e aceitar mais facilmente meus argumentos. Esse dia a dia mais fácil tem aberto um canal imenso para o diálogo entre mãe e filha. Ela conta do bilhetinho anônimo e me pede conselhos sobre como agir. Pergunta se eu acho que já está na hora dela namorar e ela própria responde que ainda gosta de ser criança, que acha que ainda não está na hora, mas que não deixará de me contar quando achar que essa hora chegou. Que confia em mim e sente vontade de conversar comigo.

Claro que não tenho nenhuma esperança de ser sua eterna confidente. Nem acho que esse seja o papel da mãe. Mas vê-la com vontade de me contar coisas pessoais, falar de seus sentimentos e me pedir conselhos, fez com que eu me sentisse muito feliz. É como se eu ouvisse as frases: "eu sei, você me dá broncas e pega no meu pé, mas isso tem a ver com educar. Não me faz gostar nem um pouquinho menos de você. Ao contrário, faz com que eu sinta que sou amada e que tenho alguém em quem posso confiar". Tomara que a mensagem subliminar seja essa mesmo!

 



Escrito por Denise às 13h00
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VOLTA ÀS AULAS

-Mãe, minha professora de redação e você deveriam se conhecer. Acho que você iria adorar ela. Vocês iriam virar tipo melhores amigas!

- É? Por que filha?

- Ela é como você. Adora livros, vive lendo e fala palavras complicadas.

 

Não sei se foi, mas preferi tomar a comparação como sendo um elogio...



Escrito por Denise às 13h43
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INCONFORMADA E ARGUMENTATIVA, ASSIM É LUÍSA

Esta história já tem um tempinho, mas ela precisa ficar registrada, porque é emblemática. Ilustra com precisão a filha que eu tenho.

No último bimestre Luísa tirou nota 6 de música. E ficou indignada. Disse que achava a nota completamente injusta, que outros amigos que tiveram um desempenho pior que o dela (em conteúdo, procedimentos e atitudes, já que a nota da escola deles é a somatória desses três quesitos), tiveram nota superior a 7. E disse: - Pois vou agendar uma reunião com o professor e a nossa coordenadora para ele me explicar a nota. Se eu não ficar convencida com os argumentos dele, ele vai ter de mudar minha nota.

Eu ri por dentro na hora. Em meus tempos de escola questionar a nota com o professor era algo impensável (agendar uma reunião então, eram palavras que sequer faziam parte do meu vocabulário). E se por acaso o aluno questionasse, as chances de o professor explicar por que deu a nota ou de alterá-la eram bem próximas de zero.

Comentei com ela que achava que o professor não iria nunca mudar a nota dela. Ela perguntou se eu achava que então era melhor ela nem pedir explicações. Disse que não, que se a escola dava essa abertura, que ela deveria pedir sim. Até porque, o máximo que poderia acontecer é a nota não mudar e ela ficar sabendo porque tirou 6. Ela ficou pensativa, mas conhecendo a figura, tive certeza de que ela iria falar e refalar com o pobre professor de música até que ele explicasse muito direitinho o que aconteceu.

Dito e feito. Ela “convocou” a reunião, chamou o professor numa aula que terminava mais cedo para “reconversar” sobre os argumentos que ele apresentou, mostrando que colegas com desempenho semelhante tiveram nota maior. E tanto fez, tanto falou e refalou, que a nota de música que figura agora no boletim dela é um 7.

É claro que isso só foi possível porque minha filha estuda num tipo de escola bem diferente da que eu estudei. Que abre espaço para a discussão e o diálogo e que não tem medo de alterar a nota de um aluno, se achar que efetivamente cometeu um erro. Uma escola fruto de um mundo diferente, onde crianças são ouvidas.

Mas também só é possível porque estamos falando da Luísa. Que não se conforma com uma resposta diferente da que esperava e que  não sossega enquanto não for convencida da argumentação do outro ou, preferivelmente, enquanto não convencer o outro da sua argumentação.



Escrito por Denise às 17h37
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ENTÃO O DIA CHEGA...

 

Essa semana fui trabalhar usando uma echarpe florida azul linda...que eu peguei emprestada da minha filha.

Eu achava que esse dia nunca chegaria. Que mãe e filha compartilharem coisas (roupas, sapatos, perfumes, echarpes) era algo para eu fazer com a minha mãe! E cá estou, pegando echarpe emprestada da filha! Logo estarei emprestando. Daqui a pouco, meus sapatos ficarão apertados nos seus pezinhos que não param de crescer.

Adoro a fase atual da Luluca. Os pensamentos são mais elaborados, ela expressa suas opiniões sobre as coisas, as perguntas são mais complexas e interessantes  e as explicações são mais fáceis de dar (os temas às vezes são mais difíceis, mas não há tanta necessidade de buscar palavras e ideias simples). Mas constatar que o tempo está passando não é fácil. Mesmo gostando de vê-la crescer.

 



Escrito por Denise às 18h13
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MARCAS DE 2011

Decorações natalinas começam a surgir aqui e ali, fazendo eu me lembrar que o ano já está chegando ao fim. E que eu preciso retomar o hábito de escrever cotidianamente, porque ando deixando passar um monte de macaquices que queria registrar.


Hoje fui ler alguns posts antigos, procurando dicas de viagem e me deu muita vontade de retomar meus relatos diários sobre as crianças.

Vou começar reproduzindo uma fala recente da Luísa:

2011 foi um ano muito marcante para mim. Fiz minha primeira viagem internacional e conheci a Disney; fui ao meu primeiro estudo do meio na escola; fiquei de recuperação pela primeira vez;e fui ao meu primeiro grande show (Justin Bieber). Nossa foi um ano em que fiz muita coisa!



Escrito por Denise às 20h56
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EXPRESSÕES QUE NÃO PODEM SER USADAS COM CRIANÇAS

- Ai Luísa, pode parar de ficar repetindo a mesma coisa mil vezes. Parece disco riscado!

- ???????

A cara de interrogação dela foi divertidíssima. Foi incapaz de entender a comparação, porque não conseguia formar a imagem mental de “disco riscado”. Isso não existe na memória da menina.

E eu me dei conta que essa expressão não tem como ser atualizada. Não há como a frase de uma música ficar sendo repetida ad infinitum num CD ou numa versão digital. Isso é figura de linguagem para quem conviveu com vitrola, aparelho que minha filha nunca viu na vida.



Escrito por Denise às 12h51
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SÍMBOLOS DO CRESCIMENTO

A convivência diária e o carinho especial que temos com eles fazem com que o crescimento diário dos nossos filhos muitas vezes não seja observado. Eles estão crescendo a cada momento, mas é como se só de vez em quando nos déssemos conta disso. Quando começam a andar, quando aprendem a ler, quando cai o primeiro dente. Símbolos de que o tempo está passado e eles estão crescendo. É como se, de repente, parecesse que eles creceram um tantão e nós nem percebemos.

Ontem me dei conta que Luísa já pode andar de carro comigo no banco da frente. Segundo a legislação atual de trânsito, é proibido que crianças de menos de 10 anos completos sejam acomodadas no banco da frente. 10 anos completos! Ela já tem essa idade desde o começo de junho. E só agora, três meses depois, me dei conta disso.

Contei a novidade para ela (confesso que pensei em nem contar, para evitar um irmão menor mal humorado sozinho lá atrás) e ela já voltou da escola devidamente acomodada ao meu lado no banco da frente. Toda feliz. Dizendo que o mundo parecia diferente com ela naquela posição.

O mundo também parecia diferente para mim. Olhando-a de soslaio. Ao meu lado. Uma mocinha. É, eles crescem...



Escrito por Denise às 12h37
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PROGRAMA DE MENINAS

Sábado à noite fomos eu e Luísa assistir a estreia da nova coreografia do Grupo Corpo.

Originalmente eu ia com o maridão. Mas ao saber, Luluca comentou que a professora de ballet tinha falado muito desse espetáculo, que fala do mar, e que ela tinha ficado com muita vontade de ir. O pai acabou cedendo o ingresso dele para ela e fomos nós duas.

Adoro ballet, tanto clássico quanto contemporâneo. E o Grupo Corpo é a minha companhia de dança brasileira favorita. Costumo vê-los todo ano. Mas Luluca nunca tinha ido a um espetáculo de dança contemporânea. Só tinha visto Quebra-nozes e  A Bela Adormecida, ambos clássicos.

De um lado houve a novidade de fazer um programa noturno com a mãe.  Senti ela bem feliz e eufórica. Do outro, o espetáculo em si, que ela também adorou. Ao terminar o primeiro ato, suas palavras foram: - Nossa, adorei! A sincronia deles é perfeita. É muito legal!

Foi um programa de meninas bem bacana para mim também. Na medida em que ela vai crescendo, vou percebendo que vou ganhando uma companheira de passeios e conversas, numa relação muito parecida com a que tive com minha mãe. E é bom demais ter mais alguém com quem compartilhar a vida.



Escrito por Denise às 13h29
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NASCE UMA CABROCHA

Ser mãe de menina tem um sabor especial. Desde quando elas são pequenas é possível vislumbrar um sinal de feminilidade aqui e outro ali, mas chega uma hora em que elas começam a desabrochar.

Luísa ganhou nesse final de semana seu primeiro sutiã. Não acho que ela já precise. Mas ela andou se queixando, dizendo que tinha vergonha de usar blusas muito justinhas, que o peito já estava saliente demais para isso. E que as amigas todas já usavam sutiã. Disse que não pretendia usar todos os dias, mas queria ter uma peça para quando achasse necessário.

Lembrei de quando minha mãe me deu meu primeiro sutiã (eu tinha 12 anos) e dos mesmos sentimentos que senti e que ela provavelmente sentiu ao experimentá-lo. Consegui me ver nos olhinhos brilhantes dela olhando no espelho, dentro do provador. Olhando na frente e por cima do ombro para ver como ele ficava nas costas. Dando um sorriso de aprovação e dizendo: - Ficou ótimo.

Depois em casa, mostrei para ela aquele comercial antigo, que ilustra esse momento como nenhuma outra imagem é capaz.

Aos poucos a menininha vai dando espaço para a mulherzinha. E é bem gostoso acompanhar essa passagem e perceber que a vida é mesmo um ciclo.



Escrito por Denise às 13h14
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UMA DÉCADA DE EMOÇÃO

Hoje é um dia especial. Completo uma década como mãe. Luísa completa 10 anos.

Minha vida sem ela seria mais fácil certamente. Não apenas pelo trabalho físico envolvido na tarefa de criar filhos, mas também porque educar uma menina determinada, com personalidade forte, articulada e com grande capacidade de argumentação é um grande desafio.

Minha vida sem ela seria bem menos divertida e bem menos interessante certamente. Ter alguém com quem discutir e argumentar é bom. Sobretudo se esse alguém também é muito divertida e com grande senso de humor.

O que desejar a uma menina inteligente, cheia de saúde e de vida que ainda mal saiu da infância? O que as mães costumam desejar para os filhos. Que ela faça escolhas que a satisfaçam ao longo da vida. Que canalize suas características para que elas se transformem em mais qualidades que defeitos. Que viva intensamente. E que continue me aturando.

Luísa, que essa seja apenas a primeira, de algumas décadas que viveremos juntas! Parabéns filhota. Momentos felizes hoje e sempre. É o que mais desejo para você...




Escrito por Denise às 13h04
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ORGULHO DA MAMÃE

Eu sei que devemos tentar ao máximo não sufocar nossos filhos com nossas expectativas sobre eles (porque não ter expectativas sobre eles é algo humanamente impossível).

Mas para uma pessoa que ama literatura, um dos sonhos de consumo é ver sua filha chegar da escola, nem ligar a televisão e sentar num cantinho silencioso da casa para se deliciar com um livro.

Quando vi essa cena, eu me enchi de orgulho!



Escrito por Denise às 20h51
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DECIFRADORA DE ENIGMAS

Estou lendo um livro muito interessante chamado "Deus é matemático?" de Mario Livio. O texto fala da história da matemática e de uma questão filosófica que assola esta ciência: a matemática é inventada ou descoberta? A efetividade dessa ciência para explicar fenômenos da natureza é que suscita essa questão. Essas leis que explicam o funcionamento de fenômenos físicos ou sociais vão sendo descobertas pelo homem ou estamos falando de uma linguagem abstrata inteiramente inventada pela mente humana?

Mas o que eu queria comentar é outra coisa. O capítulo que discute a lógica e sua relação com a matemática começa mostrando um aparente paradoxo lógico. Um enigma lógico para o qual há uma solução satisfatória. Que eu não consegui encontrar. Não me debrucei horas sobre o problema, mas nos minutos em que pensei no assunto não consegui achar a resposta.


Resolvi passar o enigma para a Luísa. Avisei que eu não tinha conseguido descobrir a resposta. Ela então ficou interessada em saber se é "mais esperta do que a mamãe". Escrevi-o na lousa lá de casa:


A tabuleta do lado de fora da barbearia de um vilarejo diz:
"Barbeio todos e apenas aqueles do vilarejo que não se barbeiam"
 
Essa afirmação é razoável.
Parece que sim.
Mas e o barbeiro? (se não se barbeia deveria ser barbeado pelo barbeiro. Mas com esse ato, ele estaria se barbeando a si mesmo e, nesse caso, não deveria ser barbeado pelo barbeiro).
Qual é a condição do barbeiro que torna essa sentença verdadeira?


Luísa perguntou como deveria responder. Eu disse que havia uma condição para o barbeiro que tornava essa sentença sempre verdadeira. Que não era nada com o texto ou algo assim. Ela imediatamente respondeu: - O barbeiro é menina!

E emendou: - Sou mais esperta que a mamãe!

Se os critérios de esperteza envolverem responder enigmas lógicos, a sentença de dona Luluca é verdadeira...



Escrito por Denise às 12h19
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