Blog da Macacada

Reflexões de mãe


 
 

Uma nova fase

Eis que chegou o tempo. Sempre foram amigos. E algumas vezes, em certas fases poucas e  em outras muitas, inimigos também. Brincavam e brigavam juntos. Ou melhor brincam e brigam juntos.

Nada disso mudou.

Mas de repente surgiu entre eles aquela cumplicidade típica dos irmãos. Das piadas próprias que só os dois entendem, das confidências que trocam à noite no quarto antes de dormir, dos apelidos divertidos que só eles conhecem, da sensação mútua de estarem sendo injustiçados pelos pais, pelos professores, por todos os adultos do mundo. 

Não sei se é porque já são maiores ou se porque a diferença de idade entre eles, de 4 anos, pesa menos agora.

Sei que esse olhar de cumplicidade que surgiu e esse jeito carinhoso que um passou a ter com o outro, dão uma sensação boa demais. Sensação de que o dever está sendo cumprido e de que eles sempre terão um ao outro. 

 



Escrito por Denise às 16h30
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É NATAL OUTRA VEZ

Quando dezembro se aproxima a gente percebe que o ano voou e que chegou a hora de enfeitar a casa novamente, renovar os desejos de que coisas boas aconteçam, comemorar mais um aniversário do menino Jesus e esperar o bom velhinho chegar.

Nesse final de semana já deixei tudo pronto em casa. Árvore montada, presépios, calendário do avento, guirlanda na porta e luzinhas na varanda.

Acho que é o último ano em que Rodrigo realmente acha que Papai Noel desce pela chaminé da lareira da sala e deixa um presente para ele. Na verdade, desconfio que ele inclusive já esteja na fase de "não acreditar acreditando". Mas como ele ainda fala que acredita, nós mantemos a magia viva e continuamos deixando o Papai Noel trazer o presente dele.

Ontem ele escreveu a cartinha. Pediu um skate sem os acessórios (capacete, joelheiras e cotoveleiras, que serão dadas pelos avós e tios). Não assinou a carta porque ia colocar um "de...para" fechando a carta e aí o Papai Noel saberá de quem é; e não falou que foi bonzinho durante o ano porque "o Papai Noel está cansado de saber disso".

Luísa, que não acredita mais, não fez carta (disse para o irmão que vai fazer depois), mas vai pedir créditos no itunes para comprar músicas (achei de uma modernidade ímpar).

Que venha o bom velhinho!

 



Escrito por Denise às 13h37
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MEUS 7 ANOS

Ontem chegou o dia. Rodrigo completou 7 anos. E eu completei 7 anos como mãe de dois e como mãe de menino.

Ser mãe de dois é gostoso, ainda que enlouquecedor em vários momentos. Ganhar carinho em dobro é ótimo, mas dividir atenção é sempre um desafio. Fiquei muito feliz quando conversava com a Luísa outro dia, e ela me disse que muitas amigas dela reclamavam que a mãe só dava atenção para o irmão, mas que ela não sentia isso. Que ela inclusive me admirava por eu conseguir equilibrar tão bem e dar a atenção necessária a cada um no momento certo. Não faço nada especial ou diferente e acho que se isso é verdade, é fruto de decisões inconscientes. O que pode ajudar é que tem muito tempo que não tenho predileção por nenhum deles. Tive muitos momentos em que eu queria ficar longe da Luísa, do seu jeito contestador e desafiador, e perto apenas do Rodrigo, que sempre foi carinhoso, tranquilo e obediente. Mas hoje, aprendi a conviver com os jeitos diferentes e gosto muito de estar com os dois. E até pelas idades diferentes, é comum eu fazer programas só com um ou só com outro vez em quando.

Ter dois se juntando contra você, ter o terceiro ser por perto é terrível. Mas poder ver duas pessoas crescendo e se desenvolvendo de formas diferentes, apesar de serem frutos de um mesmo ambiente familiar; e poder ver crescer o amor entre os irmãos é extremamente compensador.

Ser mãe de menino é algo que eu adoro. Não tenho nenhuma contra indicação para fazer. Se eu ficasse grávida novamente iria desejar muito outro menino. Adoro o universo masculino, suas brincadeiras, sua lógica tão mais simples...E adoro ser admirada e amada por um filho menino. Sim, freud explica. Mas o olhar e o carinho que o Rodrigo tem para mim são únicos.

Em tempo. A comemoração de ontem foi só entre a gente. Bolo de cenoura da padaria, como ele mesmo tinha pedido, e parabéns em casa mesmo. E finalmente ele ganhou de presente o jogo de xadrez do Mario Bros que ele tanto queria. Agora é esperar para ver a carinha dele no domingo, quando chegar na festa surpresa.

 

 



Escrito por Denise às 13h29
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CONHECENDO A NEVE

Aproveitamos as férias escolares e levamos as crianças para conhecerem a neve (e eu aproveitei a oportunidade para fazer o mesmo). Fomos para Santiago, no Chile. Como era nosso primeiro contato, não quisemos passar vários dias numa estação de esqui. Fiquei com medo de que todos achassem o programa chato e não tinha a menor ideia se as crianças e nós curtiríamos esquiar. Optamos por conhecer Santiago e ir um ou dois dias, conforme o ritmo da viagem ditasse, para as montanhas para brincar na neve. As crianças amaram a neve, mas ainda acho que o roteiro como um todo foi bem divertido e que ter ido para Santiago foi uma boa escolha. Peguei várias dicas no blog do Ric Freire e também no blog da Cinthia.

Pela segunda vez (a primeira foi numa viagem a NY que fiz só em companhia do maridão no final de abril) fiz um roteiro de viagem, com os passeios que faríamos dia a dia. Gostei muito e funcionou muito bem. Acho que se você não levar o roteiro ao pé da letra, não encará-lo como algo rígido, que não pode ser mudado, ele ajuda muito no planejamento da viagem. No nosso caso, acabamos seguindo o roteiro direitinho, não mudamos nada.

Ficamos 6 dias em Santiago. Chegamos numa quarta-feira e fomos embora na terça-feira da semana seguinte. Se for possível, o ideal é se programar para não estar em Santiago na segunda-feira, porque todos os museus estão fechados nesse dia, inclusive as casas do Pablo Neruda fora da cidade. Para esse dia o melhor mesmo é ir para uma estação de esqui. Mas como chegamos na quarta-feira, eu não consegui conter os ânimos da criançada e deixar para conhecer a neve no último dia antes de virmos embora.

Vou fazer uma descrição de cada dia, e assim já vou dando as dicas que colhi e o que mais funcionou conosco. De forma geral adoramos a cidade e os passeios que fizemos no entorno. E eu me surpreendi com as crianças. Eles realmente estão se transformando em companheiros de viagem muito legais. Toparam todos os programas, não ficaram entediados em nenhum, andaram muito, encararam metrô e rodoviária lotada numa boa e brigaram muito pouco. E os dois curtiram muito a coisa da viagem internacional, de conviverem com outra língua e outros costumes. Acho que eles se sentiram mais viajantes dessa vez do que na Disney.

O voo foi bem tranquilo tanto na ida quanto na volta. São 4 horas de São Paulo a Santiago. Voamos com a Lan e não tivemos nenhum problema. Como a dupla já é grandinha, não tenho mais que entreter ninguém e nem levar brinquedos e que tais. Ficamos hospedados no Holiday Inn Express. Fiz a reserva através da Hoteis.com. O quarto do hotel era bastante confortável e achei bem localizado. Próximo a dois shoppings, a umas quatro ou cinco quadras de uma estação do metrô e com um bom café da manhã. Recomendo. O único senão é que não tinha serviço de quarto. Não nos atrapalhou, mas pedir comida no quarto pode ser uma boa para quem viaja com crianças.

Com exceção da visita à vinícola Matetic e à Isla Negra, que foram combinadas num passeio guiado que eu reservei daqui com a Enotour, fizemos todos os demais passeios por nossa conta. Usamos metrô e ônibus intermunicipal e foi tudo bem tranquilo. Talvez em Valparaíso e Viña del Mar tivesse sido interessante comprarmos um passeio guiado. Ficamos meio perdidinhos uma boa parte do tempo, mas nada muito grave também.

Estava bem frio, mas as roupas que levamos daqui deram conta. Comprei blusas de fleece, cachecol, gorro e luvas para as crianças. Isso mais os seus casacos funcionaram bem. Para a neve, alugamos as roupas. Como o passeio teve a duração de um dia só, achei que não fazia sentido comprar. Para quem for ficar vários dias numa estação de esqui, talvez compense.

Primeiro dia: para nos aclimatarmos, escolhemos passear por Santiago na quinta-feira. Depois de localizarmos a estação de metrô mais próxima e acharmos o caminho, fomos ao Cerro San Cristóbal. Conhecemos o zoológico e subimos no funicular até o topo, para vermos a vista da cidade e da Cordilheira dos Andes. Estava muito frio nesse dia. Mesmo com luvas, gorro e blusa térmica, as crianças penaram um pouquinho, embora tenham gostado do passeio. Depois descemos e almoçamos no Pátio Bellavista, que é uma galeria com vários restaurantes e lojas de artesanato. De lá fomos visitar a casa do Pablo Neruda em Santiago. A casa museu chama-se La Chascona, que significa “a descabelada” que era como Neruda chamava a amante e última companheira de sua vida, Matilde. A visita é guiada e feita em pequenos grupos. Pegamos um guia muito bacana. Conhecer as casas do Pablo Neruda é um esporte popular no Chile. Nós visitamos todas elas. Como Neruda era um sujeito boêmio e grande colecionador e o passeio envolve conhecer uma casa, as crianças curtiram bem. Ficaram interessadas, olharam tudo e comentaram depois. De lá eles quiseram tentar ir no Museu da Moda, mas quando chegamos lá estava fechado. Acabamos pegando um táxi e indo jantar no Shopping Parque Arauco. Lá tem uma loja chamada Casa Ideas que tem coisinhas super fofas para as crianças (não fizemos grandes compras. Compramos chocolate, alguns brinquedos para as crianças, coisinhas de museus e artesanato). Como estava muito frio, fazíamos tudo na rua e voltávamos para o hotel depois de jantarmos, só para descansar e dormir.

Segundo dia: dia de conhecer a neve! Pegamos o metrô e fomos para a Ski Total. Lá alugamos roupas (botas, luvas, macacões para as crianças e calças para nós) e comprarmos o transporte. Eles nos levaram em um micro ônibus até El Colorado, que é a estação de esqui mais próxima da cidade. Infelizmente Farrellones, que parecia ser mais divertido para quem só pretendia brincar na neve, estava fechada. As crianças não quiseram esquiar. Nosso dia foi mesmo apenas para fazer farofa na neve. E nos comportamos com maestria! As crianças fizeram esquibunda e desceram a montanha escorregando de costas e de peito várias vezes. Fizeram guerra de neve, tentaram montar boneco. Até comer neve comeram! Almoçamos num restaurante por lá mesmo e voltamos no final do dia. Pegamos o metrô para casa e jantamos num Pizza Hut que encontramos no caminho entre a estação de metrô e o hotel. As crianças curtiram muito. Tinha aquele brilhinho de felicidade nos olhos deles. Eu adorei ver uma montanha de neve. É uma paisagem muito diferente da nossa. Realmente uma experiência legal. Mas ainda tenho dúvidas se gostaria de ter ficado vários dias isolada numa estação de esqui. Pode ser que a sensação de esquiar seja fantástica e que isso ocupe seu dia de tal maneira, que valha a pena; mas eu achei que eu ficaria um pouco entediada. E a sensação de frio, mesmo com luva, gorro, cachecol e roupa térmica é muito grande. Essa coisa de ter de se paramentar toda para sair na rua acho que me irritaria um pouco. Enfim, as crianças disseram que adorariam fazer uma viagem só para esquiar, eu não fiquei com muita vontade de programar férias exclusivas em estação de esqui.

Terceiro dia: fomos a Valparaíso e Viña del Mar. Pegamos o metrô até à rodoviária e fomos de ônibus. A chegada foi meio confusa porque você chega na rodoviária de Valparaíso, que fica distante dos pontos turísticos. Na verdade não fica muito longe dos ascensores que levam aos cafés e às lojinhas, mas fica longe do museu casa de Neruda (La Sebastiana). Nós achamos que podíamos pegar um metrô e ir andando até a casa, mas tivemos de andar muito, muito mesmo. Foi um momento de mal-humor coletivo inclusive. Mas a casa museu é bem bacana. Tem uma vista super bonita da cidade lá embaixo e tem um áudio guia em português que encantou as crianças (e apesar do Rodrigo não pagar entrada, paguei para que ele tivesse acesso ao áudio guia, que ele amou). Tivemos a sorte de encontrar um táxi bem na porta do museu e ele nos levou ao excelente Pasta e Vino, já perto do bochicho. Almoçamos divinamente. Depois passeamos pelas lojinhas e descemos de ascensor. Pegamos o metrô e fomos para Viña del Mar. Fomos até o relógio das flores, vimos o pôr do sol no Oceano Pacífico, mas não foi um grande passeio. Estávamos cansados já e tivemos de andar muito para chegarmos na praia. Não tivemos muita paciência para procurar os outros pontos turísticos. Procuramos a rodoviária e trocamos nossas passagens. Voltamos para Santiago de lá (quem for fazer o passeio para as duas cidades, acho que vale a pena comprar a volta saindo de Viña mesmo. Não tive nenhum problema para trocar a passagem, mas acho que facilita já comprar certinho). Paramos num McDonalds ao lado do metrô e voltamos para o hotel para descansar.

Quarto dia: foi o dia da moleza. Carro com guia motorista nos esperando na porta! Reservei com a Enotour um passeio que incluía uma visita à uma vinícola pela manhã e à Isla Negra para conhecer a terceira e mais bonita casa do Pablo Neruda à tarde. Fomos à vinícola Matetic, que fabrica vinhos orgânicos. Fizemos um tour guiado particular e as crianças adoraram entrar na sala das barricas. De lá fomos almoçar numa cidade de praia deliciosa. Comemos um peixe divino! E à tarde fomos ao museu. O dia estava ensolarado e foi uma ótima pausa para os passeios que envolviam grandes caminhadas. Na volta pedimos para o nosso guia nos deixar num shopping próximo ao hotel. Jantamos e voltamos caminhando.

Quinto dia: fomos passear no centro de Santiago. Pulamos o mercado central e fomos conhecer o prédio dos correios, a catedral e o Palácio de la Moneda. Era segunda-feira e os museus estavam todos fechados. Mas a fundação do Palácio de la Moneda estava aberta e com um pedaço da coleção do museu de arte pré colombina (que está fechado até o próximo ano para reformas). Depois fomos ao Cerro de Santa Lucia. Lá tem uma fonte que dizem que atende nossos desejos. As crianças jogaram suas moedinhas. De lá pegamos um táxi e fomos para o parque bicentenário. Almoçamos no ótimo Mestizo. As crianças brincaram no playground do parque e fomos caminhar um pouco pela “Oscar Freire” chilena. De lá voltamos caminhando até o hotel.

Sexto dia: dia de voltar pra casa. Nosso voo só sairia às 14hs, então acordamos cedo e fomos conhecer o parque das esculturas. É um parque com esculturas de artistas chilenos conhecidos bem bonito. As crianças se divertiram e tiraram fotos posando junto de todas as estátuas. Voltamos, pegamos as malas e pegamos um táxi rumo ao aeroporto.

Alguns momentos: em El Colorado conhecendo a neve; na casa do Neruda em Isla Negra; na casa do Neruda em Valparaíso; e no Zoológico de Santiago.



Escrito por Denise às 13h58
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VOLTANDO À ATIVA

Ando super em falta com meus relatos das macaquices.

Tenho tido vontade de escrever um montão de coisas sobre os dois e suas diferentes fases. Também quero contar da viagem ao Chile que fizemos nas férias de julho, de alguns passeios que fiz com eles...

Então resolvi espantar a preguiça e voltar a escrever.

Luísa está numa fase que eu tenho gostado muito. Divertida, boa companhia, cheia das opiniões e vontade de debater as coisas. E nós duas estamos numa fase ótima da nossa relação também. Está sendo mais fácil ser mãe dela. Não sei nem se não é melhor falar isso bem baixinho, porque já já ela entra na adolescência e eu não tenho a menor ideia de como vai ser.

Rodrigo está na fase de descobrir as letras, as palavras e de perguntar os porques de tudo. E tem sido bom e divertido também. Longe de me causar uma sensação de dejá vu, percebo mesmo que cada criança é única. Ele não é argumentativo e desafiador como a Luísa era. É doce e carinhoso. Tem tiradas divertidíssimas. É bom poder saciar a curiosidade dele.

E somando os dois, vejo que é muito bom ser mãe de crianças mais velhas. Recuperei boa parte de um tempo só para mim. Para ler, ver um filme, fazer nada, cochilar. Sem crianças que demandam companhia e atenção o tempo todo. Que já brincam sozinhas (e mesmo quando brincam juntas, não pedem um adulto por perto). Percebo também que o terceiro ser ainda se manifesta, mas com mais maturidade e calma.

Enfim, tem sido bastante proveitoso e prazeroso.



Escrito por Denise às 13h05
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VIROU VÍCIO

Rodrigo gosta de dormir se enroscando na gente. Se estiver no colo então, dorme rápido e super gostoso.

Ele está cada dia mais comprido e fica até estranho ver um meninão daquele tamanho deitado no colinho da mãe.

Mas o fato é que primeiro, eu tenho preguiça. Preguiça de fazer essa transição. Fazer ele dormir sozinho na cama implica em aguentar reclamação, chorinho, ficar sentada no quarto esperando dormir, depois ir saindo  aos poucos. Enfim, é trabalhoso. Num momento em que estou cansada depois de um dia cheio e confrontada a uma situação em que em menos de um minuto ele estará dormindo, será colocado na cama e dormirá quieto e bem por lá o resto da noite. Acabo capitulando.

Segundo, tem todo um cafuné que é delicioso. Ele abraça, dá mil beijos de boa noite, se enrosca, sorri, suspira ao dormir. Difícil não ficar viciada nesse carinho. Ainda mais quando coloco em perspectiva! Ele não vai dormir no colinho da mamãe quando tiver 15, 18, 20 anos. E já está com quase sete! Melhor aproveitar esse tempinho que me resta como morfeu do meu pequeno (já nem tão pequeno assim).

Com isso vou protelando a situação e mantendo meu vício. Ontem me peguei inclusive sentindo o bafinho da respiração dele e embriagada com o cheirinho de filho. Acho que vou ficar enroladinha nesse abraço enquanto puder...


 



Escrito por Denise às 13h48
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RECOMEÇO

O ano de certa forma está começando lá em casa. As crianças voltaram às aulas no dia 01 e a rotina está de volta.

Tivemos um final de ano delicioso em Tatuamunha, Alagoas. O lugar é lindo e paradisíaco, mas o que tornou esse final de ano tão especial foram as companhias. Minhas primas vieram da Europa com a filharada, minha tia, minha avó e uma amiga querida de infância. Cinco crianças juntas brincando o dia todo, muito sol e nada para fazer a não ser ficar de papo para o ar.

Os primos se deram super bem e todos nós curtimos cada momento. Foram duas semanas maravilhosas!

Em janeiro a escola das crianças funciona num esquema de recreação, mas nesse ano eles ficaram pulando de galho em galho, ou melhor, de casa de avó em casa de avó. Chegamos no final da primeira semana de janeiro. Depois eles passaram uma semana com a minha mãe, uma semana com a minha sogra e alguns dias com minha cunhada.

De certa forma, passei janeiro todo em férias. Férias dos filhos. E, sim, confesso, foi muito bom. Não que ficar com eles não seja bom. Mas chegar em casa e ter como companhia o silêncio, ninguém te chamando a toda hora... Poder ficar quieta lendo, vendo TV, de pernas para o alto à toa é bom demais. Também consegui sair só com o marido, namorar, ir ao cinema...

Recomendo esses momentos de folga para toda a mãe que puder. Faz um bem danado à nossa sanidade mental. E torna à volta à rotina, o recomeço, bem mais leve.



Escrito por Denise às 13h35
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O NATAL CONTINUA MÁGICO

Pode ser que quando meus dois filhos não mais acreditarem no Papai Noel, o Natal fique menos mágico.

Mas com um acreditando e outra não, mas fazendo de tudo para proteger o segredo e manter a chama da crença do menor no bom velhinho acesa, está muito divertido.

Criou-se uma cumplicidade entre mim, o pai e a Luluca que é deliciosa.

Em segredo ela nos diz o que quer ganhar de presente (e ela ainda quer brinquedo! Ainda bem!). Mas “em público” escreve a cartinha para o Papai Noel e me entrega junto com a cartinha que ajudamos o irmão dela a escrever. Dá aquela piscadela de canto de olho como quem diz: eu sei do nosso segredo, mas vamos manter a crença do meu irmão intacta.

Conversa sobre o Papai Noel com o irmão, mas sempre dá um jeitinho de me dar uma olhadinha, como quem diz: "eu sei, eu sei, mas preciso falar assim para ele não desconfiar".

Papai Noel vai passar no dia 24 lá em casa, deixar os presentes das crianças e encher a meia da lareira de bombons como tradicionalmente faz. Graças a ajuda da minha filha mais velha e à inocência do meu querido Rodrigo. Por enquanto, nosso Natal continua mágico.



Escrito por Denise às 13h59
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RITUAIS DE PASSAGEM

Entre o final de novembro e meados de dezembro tivemos dois rituais de passagem importantes na escola: a primeira comunhão da Luísa e a cerimônia de passagem da educação infantil para o ensino fundamental do Rodrigo

A escola deles é laica, mas oferece às crianças de 10 anos que quiserem, aulas de catecismo para fazerem a primeira comunhão. Eu não sou católica, mas quando a Luísa veio me perguntar o que eu achava, disse que se ela tinha interesse, deveria fazer. Que ouvir e aprender sobre uma religião era um bom caminho para que ela fizesse a escolha que quisesse mais tarde. Ela optou então por participar. A cerimônia foi bonita e simples, numa igreja perto da escola num sábado bem cedo. Depois, os pais organizaram um café da manhã num salão de festas ao lado da igreja. Só pensava na passagem inevitável do tempo, olhando aquelas crianças todas que eu conheço praticamente desde que nasceram, já que a maior parte da turma vem junta desde o berçário. Estão todos mesmo uns mocinhos e mocinhas. Já até confessam seus pecados (Luluca contando da confissão foi divertidíssimo. Disse que repassou suas anotações para ver quais mandamentos ela não obedeceu – o que é a cara da minha filha mesmo – e que confessou que já desrespeitou os pais algumas vezes e já levantou falso testemunho contra as amigas).

Luluca a caminho da igreja no dia da primeira comunhão

 

O ritual de passagem da educação infantil para o ensino fundamental do Rodrigo aconteceu na escola mesmo, no começo de dezembro. Eles cantaram; dançaram; mostraram com desenhos em uns cubos grandes que iam empilhando, o que já conquistaram até aqui e o que irão conquistar nos próximos anos; e levaram de lembrança um CD com o portóflio digital com alguns trabalhos do ano que eles escolheram. Foi uma cerimônia bem simples, mas emocionante. Rodrigo tocou tambor. Estava radiante no dia da apresentação e ficava me jogando uns beijinhos discretos de longe. Gesto típico do meu menino carinhoso e beijoqueiro.

Mural colocado no hall de entrada da escola, no dia da formatura


Tempo passando mesmo! Filhotes cada dia maiores, vivenciando novas etapas da vida. Apesar das saudades da nostalgia que sinto nessas horas, é muito bom acompanhar esse processo.



Escrito por Denise às 14h56
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A MÃE QUE ADORAVA LIVROS

Nunca tinha parado para pensar em como eu gostaria de ser lembrada pelos meus filhos.

Até que na semana retrasada, como parte das atividades da semana de leituras da escola das crianças, Luísa teve um encontro com o autor do livro que eles estavam trabalhando nos projetos de português  e artes plásticas.

Ela foi sorteada para dar boas-vindas ao escritor Reginaldo Prandi e contar a ele que trabalhos eles tinham feito a partir da leitura do livro "Minha querida assombração". Depois fez uma das perguntas previstas na entrevista que as crianças fizeram com ele.

Ao final, todos ganharam o autógrafo do Reginaldo em seus livros. Ao pedir o seu, Luísa disse que gostaria que ele autografasse o livro também para a sua mãe, pois ela gosta muito de ler e iria adorar a surpresa.

Coincidentemente , no feriado de finados  Rodrigo cantava lá uma musiquinha inventada, enquanto reclamávamos do frio cortante da rua, e solta o seguinte verso no meio da canção: - Minha mãe adora livros, está sempre com um livro na mão.

Está aí uma boa forma de ser lembrada pelos meus filhos. Uma pessoa que adorava livros.



Escrito por Denise às 13h23
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HALLOWEN

No dia 31 os dois puseram suas fantasias e foram repetir o famoso bordão “gostosuras ou travessuras” para os vizinhos do prédio.

Luísa me perguntou se não era muito infantil ir fazer isso. Eu disse que não, que a grande vantagem de ser uma criança mais velha era poder fazer tudo o que os mais novos fazem (brincar de boneca, fantasiar-se, pedir doces no Hallowen) e ao mesmo tempo poder fazer algumas coisas que só as crianças mais velhas podiam. Ela pensou, pensou e disse: -É...E qualquer coisa eu sempre posso dizer que estou apenas acompanhando o meu irmão mais novo!

Rodrigo estava eufórico. Cheguei em casa da sessão semanal da fonoaudióloga com a Luísa e ele já estava devidamente fantasiado à espera da irmã para sair.

Meu marido estava apreensivo. Como não avisamos ninguém no prédio, ele temia que ninguém abrisse a porta para eles, já que campainha tocando sem o aviso prévio do porteiro ao interfone é algo bastante incomum nos prédios das grandes cidades.

Eu dei o maior apoio, porque apesar de achar o saci pererê super bacana e adorar uma lenda brasileira, gosto da ideia das crianças conhecerem e absorverem tradições de outros países também. Até comprei um chapéu de bruxa para a Luísa.

Os dois se divertiram, encontraram vizinhos amáveis e atenciosos  e voltaram todos felizes com suas gostosuras. Ganharam até  chocolates Lindt!




Escrito por Denise às 13h31
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KANGURU BABY

Vou fazer um parênteses aqui para fazer propaganda da nova empreitada de uma amiga muito querida.

É um meio parênteses na verdade, porque nossa ligação tem muito a ver com a maternidade e com esse blog também. Apesar de eu me identificar muito com ela e de termos frequentado o mesmo bairro e as mesmas escolas, fomos nos conhecer apenas depois de nos encontrarmos virtualmente no livro de visitas do blog Mothern, que foi a inspiração original para eu começar a escrever sobre minhas peripécias com a minha macacada. Nós acabamos nos encontrando presencialmente, ficamos ainda mais amigas. Nossos filhos (ela tem um menino que vai completar 7 anos) também ficaram amigos e estão sempre brincando juntos nos nossos encontros.

Além de uma pessoa muito especial, ela é uma empresária nata, com muito bom gosto e super antenada com as novidades. Vive os mesmos dilemas de boa parte das mulheres que têm filhos pequenos em conciliar suas carreiras e a maternidade em um momento em que as crianças exigem grande atenção e dedicação. Por conta disso, acaba de abrir uma loja eletrônica com aquelas coisinhas bacanas, interessantes, descoladas e que a gente não acha em qualquer lugar para nossos filhotes.

Vale a pena conhecer a  Kanguru Baby. Há sugestões muito legais para presentear filhos, filhos de amigos e sobrinhos. Eu serei cliente fiel certamente.





Escrito por Denise às 13h38
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FÉ E ALFABETIZAÇÃO

Já estou passando pelo processo de alfabetização pela segunda vez. Sem dúvida é bem mais fácil, dado que tenho um exemplo bem sucedido para comparar. Mas a alfabetização como é ensinada na escola das crianças hoje, requer das pessoas que aprenderam a ler usando cartilhas e famílias silábicas muita fé.

Eles terão um maior vocabulário, de repente dá um “clique” e eles começam a escrever tudo e temos a impressão de que a alfabetização se deu em um processo muito mais natural do que aquele que vivenciamos.

Mas quando seu filho chega em casa dizendo:

- Mamãe eu já sei escrever nhoque, quer ver?

- Quero sim filho.

- I O Q. Viu? Inhóque!

É necessário renovar a fé no processo.



Escrito por Denise às 12h48
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MENINAS E MENINOS

Não tem jeito. Há características femininas e masculinas e ponto.

Ontem cortei meu cabelo. Cheguei em casa, fui falar com a Luluca e ela: -Nossa, você cortou o cabelo ou penteou de outro jeito? Está super diferente! Eu disse que cortei e ela: - Ficou lindo!

Fui tomar banho com o Rodrigo e ele obviamente não reparou na mudança. Então eu disse: -Filho você não reparou que a mamãe cortou o cabelo? Ele:-Não, está igual estava ontem...Humm...Só tá com uns chifrinhos aí atrás né? (referindo-se as pontas viradas para fora).



Escrito por Denise às 13h00
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MUSEU É LUGAR DE CRIANÇA?

No feirado da última quinta-feira fomos ver a exposição "O Mundo Mágico de Escher" no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro. Deixamos o carro no Shopping Metrô Santa Cruz e pegamos o metrô até a estação São Bento. De lá seguimos a pé.

A exposição estava muito cheia. Tinha uma fila enorme para entrar e lá dentro, para poder ver cada uma das salas, também foi preciso enfrentar filas. Mas valeu muito a pena. A exposição tem algumas instalações, além das famosas gravuras do Escher. E o trabalho dele, que é muito gráfico, brinca com a ilusão de ótica e emprega muitos conceitos de geometria, agradando crianças e adultos.

A mostra fica em cartaz até meados de julho. Acho que é uma ótima pedida para as férias escolares, até porque provavelmente durante a semana deve estar bem mais vazia.

Mas museu é lugar de criança?

Minha resposta é depende.

Depende de quanto ir a um museu é um programa bacana para você. Porque se for, eu não tenho dúvidas de que crianças podem e gostam de frequentar esse espaço. Porque arte mexe com nossos sentidos. Não precisa entender do assunto para ver e gostar. Não precisa ser grande. Não tem idade mínima para curtir um programa como esse.

É claro que entender o contexto histórico, o movimento artístico ou conhecer a biografia do artista tornam o programa ainda mais interessante. E é aí que entra a questão de os pais curtirem esse tipo de programa. Eu gosto muito. Então, ler os murais explicativos, contar da vida do artista, chamar atenção das crianças para certos detalhes é algo que faço com muito prazer. E acredito que é por isso que funciona. É por isso que eles saem felizes de um programa como esse, mesmo tendo enfrentado uma fila de 40 minutos para entrarem no museu.

Levá-los apenas porque é uma obrigação de pai, porque é importante para a formação deles, sendo que esse é um programa que os pais não curtem, não faz muito sentido para mim. Como da mesma forma não faz muito sentido a ideia de esperar até que eles já tenham a idade adequada. Nesses casos, melhor deixar para que eles façam esses programas com a escola ou com amigos que curtam.

Mas se a família gostar, museu é lugar de criança sim. É diversão na certa!



Escrito por Denise às 14h40
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